Barretos,
 




PRINCIPAL | NOTÍCIAS | CRÔNICAS | EXCLUSIVOS | CASA DE ANCHIETA

 

ECONOMIA

 

O efeito dos juros na economia

Eleição ou inflação

Turismo arriscado

Bolsa: sobe ou desce

Comércio exterior

Mercado de Derivativos

Por dentro da Bolsa

Prof. Dib defende empreendedorismo

Saldo positivo de emprego em Barretos

Contribuições jovens para a cidade

Finanças Pessoais

Pesquisa revela salários e emprego formal

Rússia mantém embargo de carne

Bélgica compra mais produto brasileiro

Egito adquire produção barretense

Saldo positivo na balança comercial

Total exportado soma US$169,5 milhões

Cresce exportação para a África

Bebedouro exportou US$ 135,9 milhões

Araraquara vende 238,2 milhões de suco

Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal

Gerenciando Riscos

Ribeirão Preto, Texas

Odisséia no Congresso

Preços de julho do litro de álcool em Barretos

Capital e Investimento

Variação de emprego formal de janeiro a maio 2007

Valores obtidos por Rubico no Leilão Brahman

Média e total de Brahman no 7º. Leilão Brumado

Demonstração de resultados do Minerva

Movimento operacional do Frigorífico Minerva          

 

 

O efeito dos juros na economia

A taxa de juros é um instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para direcionar os rumos da economia brasileira. Ao alterar a taxa básica de juros, o índice impacta diretamente no valor de todos os ativos reais. Ontem, foi dia de decisão do COPOM, colegiado de política monetária que decide as mudanças impostas para que a demanda e a produção estejam próximas ao equilíbrio desejado.
A expectativa do mercado financeiro estimou a elevação da taxa de juros em torno de 0,50% a.a. Assim, a taxa de juros nominal da economia nacional está gravitando em 12,75% a.a. Ao elevar a taxa, o BC sinaliza para as empresas brasileiras para brecar os investimentos, gerando na prática certa dose desaceleração. Além disso, os financiamentos e empréstimos ficam mais caros inviabilizando novos empreendimentos.
A elevação na taxa de juros vai contra a demanda, fazendo as empresas serem mais conservadoras em investimentos futuros. Primeiro porque esfria a demanda interna, mas também a elevação da taxa básica de juros gera certa apreciação do câmbio, diminuindo as exportações, já balançadas pela crise imobiliária e financeira dos EUA.
Na pesquisa feita pela CNI, Confederação Nacional das Indústrias, o índice de confiança do empresário refletiu a conjuntura econômica do momento, 3 pontos abaixo do registrado em abril. Isso significa menos investimentos para os economistas, para o brasileiro menos emprego e menos renda.
Em suma, o setor privado tem que entrar no jogo para resolver os problemas colocados pelo setor público. Já que os gastos do governo não param de crescer injetando dinheiro na economia e alimentando a inflação, o setor privado tem que conter os investimentos e revistar seus planos. Não por vontade própria, porém, pela necessidade de atuação do Banco Central. E para então manter a meta da inflação, o trabalho do BC é elevar a taxa de juros.

 

Lucas Monteiro é universitário de economia

 

Eleição ou inflação

A política monetária brasileira está no foco das discussões, com os juros em alta e a inflação atingindo o teto da banda que tem seu centro em 4,5% a.a.

De fato, a inflação brasileira é um reflexo do aumento dos preços em especial das commodities mundo afora, mas, também, existe uma demanda agregada muito forte puxando os preços no Brasil além de um aumento significativo dos preços dos alimentos. O pessimismo aumentou com o tamanho do aperto monetário  necessário para manter a meta do Banco Central, capitaneado por Henrique Meirelles.

         Neste ano, é preciso que o Banco Central  tome medidas enérgicas para conter as escaladas de preço, principalmente porque esse é um ano de eleições. Sem contar os custos políticos eleitorais, tem o “preço” a ser pago pelo governo Lula para reconquista a CPMF, agora batizada de CSS.

         Para conter a inflação, o Banco Central vem continuamente elevando a taxa de juros nominal do país. Economicamente o sistema de metas de inflação é muito eficiente, contudo o governo deve colaborar para conter a inflação.  A atitude determinada pelo presidente, inclusive, é de alinhar os discursos político da Fazenda e as decisões técnicas do BC. Até porque, aumento da taxa de juros impacta negativamente nas contas publicas e no investimento do setor privado, com ruídos políticos.

 O consumo do governo - principal componente que impulsionou o Produto interno bruto no primeiro trimestre  - vai influenciar naturalmente nos índices finais da inflação. Em razão do processo eleitoral do segundo semestre e as votações importantes no Congresso Nacional, a luta entre inflação e voto não será para principiantes.

         O governo tem papel importante no controle da inflação, precisa conter os gastos públicos em todos os setores. Entretanto, com fatores externos e internos, toda cautela é indispensável.  O país felizmente aprendeu a importância dos ajustes fiscais, de controlar a inflação, de fomentar a balança de exportação e de ampliar investimentos.  As conquistas foram preciosas e não vale a pena perder tantos avanços “por demagogia eleitoral”. A inflação que ameaça a sustentabilidade do crescimento deve ser contida corajosamente.

Eleição e democracia são ótimas conquistas. Principalmente em inflação.

 

Lucas Monteiro é universitário de economia e consultor de investimentos.

 

Turismo arriscado
Acabo de fechar um pacote turístico para toda família. Em comemoração aos 25 anos de casamento de meus pais, embarcamos todos para a Europa em julho, num passeio de duas semanas.
A informação não é para a coluna social, mas para comentar a importância econômica do turismo. O turismo é responsável por 7% do PIB da Grécia. Em 2006, a França recebeu 79,1 milhões de visitantes. A Espanha teve 58,5 milhões.
Os benefícios econômicos do turismo são óbvios. Muito da receita do turismo entra na forma de moedas estrangeiras. É dinheiro que paga salários, varrendo grande parte do desemprego entre trabalhadores de baixa qualificação. Não é novidade dizer que o turismo aparece em diferentes regiões como a melhor solução para uma série de problemas sociais e econômicos.
Em 2006, o movimento de turistas superou as expectativas, com 846 milhões de visitantes internacionais, fazendo crescer em 5,4% o fluxo de pessoas em viagens. O turismo mostrou resultados acima da média e um crescimento sustentável pelo 3º ano consecutivo. Uma característica foi os “buenos” resultados de destinos emergentes.
Fiz uma pesquisa aqui no Ibmec, levantando dados da Organização Mundial de Turismo. Encontrei informação mostrando que a OMT estimou para o turismo internacional a movimentação de US$ 733.000 milhões – 548.000 milhões de Euros – em 2006. Foram 57.000 milhões de dólares – ou 40.000 milhões de Euros – a mais em comparação com 2005.
A América do Sul respondeu por apenas 2,2% do fluxo geral do turismo internacional. Foram 18,8 milhões de turistas internacionais em 2006, aumento de 3% em relação a 2005. A Europa respondeu por 54,4% do turismo mundial, envolvendo 460,8 milhões de pessoas. A minha conclusão é que existe espaço para crescimento do turismo da América do Sul em geral e no Brasil, em particular.
Tudo isso para dizer o seguinte: o turismo regional precisa avançar e Barretos deve surfar nesta onda de fomento do setor. Os investimentos em hotelaria estão aparecendo e o turismo deve alavancar muito a economia barretense. Importante – porém – é promover uma cultura capaz de assimilar a pujança econômica gerada pelo turismo, por meio de capacitação de pessoal e visão estratégica de negócios, principalmente na área do lazer, dos eventos festivos de diferentes idades e serviços gastronômicos. O turismo deixou de ser um privilégio de poucos e abriu oportunidade para as massas. Inteligência e criatividade no planejamento e consistência na ação efetiva são determinantes para ampliar o turismo como valor econômico de desenvolvimento social e crescimento financeiro para Barretos e Região. Afinal, é assim no mundo inteiro.

Lucas Monteiro de Barros é universitário de economia e consultor de investimentos na bolsa

 

Bolsa: sobe ou desce

Conto um segredo para meus amigos leitores.
Antes de entrar no curso de Economia do Ibmec, quase nunca falava de bolsa e ações em casa. Agora, que fico envolvido com aplicações, investidores e estudos, sempre escuto minha mãe perguntando por que a “bolsa caiu ou subiu”.
- Ontem vi na TV que caiu, hoje vi que subiu. O que está acontecendo, Lucas?
A pergunta feita pela minha mãe psicóloga, cheia de curiosidade humana, é a mesma que escuto em todos os lugares que freqüento.
Ontem, quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo –Bovespa - encerrou o pregão em forte queda de 5,04%, aos 58.813 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,44 bilhões. Entre as ações com maior peso na carteira teórica, a Petrobras PN (PETR4) caiu 7,13%, para R$ 69,47. A Vale PNA (VALE5) recuou 6,7%, fechando a R$ 44,50. Bradesco PN (BBDC4) operou em queda de 6,12%, a R$ 48,30; Usiminas PNA (USIM5) registrou desvalorização de 3,41%, a R$ 101,21; e o Itaú PN (ITAU4) perdeu 3,41%, a R$ 39,60.
Foi o que aconteceu na quarta. Porque na terça-feira, a Bovespa subiu 3,2% com atuação do Banco Central dos Estados Unidos, reduzindo os juros em 0,75. O que tenho estudado e visto aqui em São Paulo e explico tanto para minha mãe como para as pessoas que converso é que Bolsa de Valores não é bilhete de loteria. Na verdade, as ações brasileiras têm sofrido muito menos que as americanas. Entretanto, o índice Bovespa vem oscilando entre 57 e 65 mil pontos.
-Tem muito chute, muita especulação e muito palpite.
Em tempo de oscilação e crise, o importante é buscar informações, prestar mais atenção aos detalhes, estudar a economia como ciência e não como jogo de azar.
A economia não é só notícia ruim. A produção média de petróleo e gás da Petrobras em fevereiro, no Brasil, alcançou 2.129.420 barris de óleo equivalente por dia (boe), refletindo um aumento de 2,3% sobre o volume produzido em fevereiro do ano passado.
Muitos investimentos estão sendo anunciados pelas empresas, além de incorporações, fusões e ampliações.
-O que tenho dito aos meus pais é que es- tou estudando economia e não “leitura de bola de cristal”.
Por isso, não precisa ficar alarmado porque a bolsa hoje caiu, nem eufórico porque ontem subiu.A economia é uma cultura de atenção, dedicação e permanente concentração.

 

Lucas Monteiro é estudante de economia do Ibmec

 

Comércio exterior

A análise da balança comercial, a qual representa as transações de bens entre o país e o exterior, vem mostrando o aumento das importações. Alguns se preocupam com a diminuição do saldo superavitário e com o dólar recuando a valores inferiores, R$1,80, como 7 anos atrás.
O superávit do Brasil deve ser esse ano, da ordem de R$ 40 bilhões, embora as importações tenham crescido mais do que as exportações, o país ainda se encontra em patamar confortável.
Confortável, porque estamos gastando mais na compra de máquinas e equipamentos do que em bens de consumo. Esse fica com 10% do volume importado, enquanto máquinas e equipamentos detêm 14%, combustíveis 16% e bens intermediários 60%.
Interessante olhar ainda que desse porcentual de 14% de importação de máquinas e equipamentos, a maior parte dele se destina a equipar a indústria com 54% desse total gasto com máquinas, equipamentos e peças para uso industrial.
Penso que o aumento das importações, atualmente, é necessário e indispensável, já que sinaliza uma fase de rápido crescimento para alguns setores da economia. A construção civil eleva a importação de bens de capital em 319%, seguido do setor de papel e celulose com 262% e em quinto o agronegócio com um aumento de 128%.
Tanto a expansão do agronegócio que o Grupo John Deere deve inaugurar em janeiro de 2008 a sua terceira fábrica no país, representando uma expansão da capacidade produtiva com investimento de 100 milhões de dólares.
Os investimentos de alta tecnologia, principalmente vindo do exterior, elevarão ainda mais a produtividade do setor que afeta a economia barretense em um setor especialmente importante para a cidade, o agronegócio, responsável por 31,20% do PIB.

 

LUCAS MONTEIRO é barretense e universitário de Economia do Ibmec/SP
lucasb@eum.com.br

 

Mercado de Derivativos
Há 90 anos, no dia 26 de outubro de 1917, empresários paulistas e ligados à exportação, ao comércio e à agricultura criaram a Bolsa de Mercadorias de São Paulo. A primeira a introduzir o mercado a termo no país, a BMSP alcançou, ao longo dos anos, tradição na negociação de contratos destacando-se café, boi e algodão. Em 1986, começa a funcionar a Bolsa Mercantil & Futuros, a BM&F. Diversificando as operações em diversas modalidades em negociação de produtos financeiros. Logo depois, em 1991, uniram-se as duas potências do segmento, criando então a conhecida atual Bolsa de Mercadoria & Futuros, BM&F.
A nova empresa conseguiu na ultima década atingir seu objetivo de formar um grande mercado nacional para commodities agropecuárias com o mecanismo sofisticado de formação de preços e sistema organizado de comercialização.
Os derivativos constituem o instrumento de mercado mais eficaz para eliminar o risco da variação de preços dos bens econômicos, permitindo inclusive, a sua transferência aos especuladores através de um SWAP. A BM&F apresentou um superávit no exercício de 2006 da ordem de R$ 181.063.000 com um crescimento de 39,26% em relação a 2005 e será a próxima grande expectativa em IPO no Brasil.
Essa semana, as reservas da BOVESPA mostraram a forte demanda pelos papéis da holding, que tiveram seus preço de reserva elevado da banda para R$20 a R$23 e prometem levantar cerca de 5,4 bilhões de reais, amanhã, dia 26 de outubro, sexta-feira.
A tendência vem sendo confirmada a cada ano, com sucessivos recordes de contratos, sendo ne- gociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros BM&F. dessa forma, o capitalismo financeiro se expande além da capital e conquista cada vez mais espaço no interior.

LUCAS MONTEIRO é barretense e universitário de Economia do Ibmec/SP lucasb@eum.com.br

 

Por dentro da Bolsa

A atenção do mercado essa semana se volta principalmente às reservas das ações da Bolsa de Valores de São Paulo, a BOVESPA.

O IPO, no qual serão lançados 250,5 milhões de ações ordinárias, terá a operação toda secundária, ou seja, não haverá entrada de dinheiro no caixa da holding, e sim para as corretoras que tiveram seus títulos patrimoniais convertidos em ações e agora vão se desfazer delas. 

O investidor interessado pode fazer reservas das ações até o dia 23 de outubro, o preço estipulado está no intervalo entre 15,50 e 18,50 e espera-se que a operação movimente R$ 5 bilhões e pode ser a maior do mercado brasileiro.

Outro destaque é que a partir de agora junto com o lançamento das ações da BOVESPA será inaugurado o filtro de classificação de investidores. O filtro visa tornar o mercado menos assimétrico, já que os chamados “flippers” que compram os IPO´s e logo se desfazem deles com o objetivo único de ganhos na largada vão ser classificados como especuladores e não terão preferência caso haja excesso de demanda pelos papéis. A iniciativa visa diminuir as distorções nos preços das ações das empresas estreantes.

Essas distorções podem ser vistas em exemplos como o da Drograsil ON, que no dia de lançamento subiu 24,67% mais depois teve seu preço ajustado e ficou atrás do índice Ibovespa. O shopping Iguatemi ON, centro de luxo em São Paulo, teve na sua abertura um ganho de 12% ajustado mais tarde. Exceções no caso da Redecard ON que conseguiu valorização 29,26% durante o período enquanto o índice apresentou variação de 8,4% no período  

As receitas da holding vem dos emolumentos e liquidação que representam 0,035% de cada negociação. O montante médio diário da BOVESPA aumentou de R$ 558 milhões em 2002 para R$ 2,4 bilhões em 2006, um crescimento invejável de 44,5% ao ano. Em 2007 somente nos primeiros nove meses do ano a expansão foi de quase 90% acumulando elevando a receita para 4,3 bilhões. Enfim, os números confirmam a tendência de expansão dos mercados de capitais no país. 

Em virtude deste cenário, estou empenhado em promover um encontro em Barretos para debate aberto sobre o tema.

 

Lucas Sandoval Monteiro de Barros é universitário de economia.

 

Prof. Dib defende empreendedorismo

Propostas foram enviadas a Secretaria de Indústria e Comércio

O professor, acadêmico e pesquisador Wanderlei Mauro Dib apresentou a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Agricultura um estudo de planejamento estratégico de desenvolvimento de Barretos, destacando o empreendedorismo.

- As prioridades de um Plano Estratégico são; geração de emprego, trabalho e renda, com qualidade de Vida. Isto dá dignidade e auto-estima para todo cidadão. Entretanto isso não se faz somente com a vontade de algumas pessoas ou de um ou outro agente político. Esse trabalho tem que ser estruturado e planejado estrategicamente para décadas, enfim, tem que existir política pública elaborada por especialistas, pela vontade política e comprometimento de suas autoridades, de modo a envolver a comunidade – enfatizou.

Em seu levantamento, o professor Wanderlei Dib destacou que o perfil do empreendedor é “fruto de um processo de desenvolvimento social. O empreendedor é uma pessoa endógena que parte de dentro da sociedade para os ambientes favoráveis, transformando desilusões em sonhos para tornar um empreendimento ou projeto desenvolvido com excelência e competência, a partir de suas motivações, apoios e conhecimentos”.

- As Ações empreendedoras não podem ter uma visão de assistencialismo ou tentar romper as ameaças e dificuldades sem preparo e sensibilidade. Qualquer ação de políticas públicas compensatória é direito do cidadão e dever do Estado (ver constituição). Todo projeto assistencialista é nocivo devido ao comodismo que gera às famílias, e é por este motivo que o empreendedor tem, por obrigação, que conduzir as ações e projetos empreendedores de forma sustentável para a comunidade – argumentou.

O pesquisador barretense ponderou que “todas as ações e projetos empreendedores devem interagir e desenvolver a sociedade, nas mudanças de postura e na introdução de inovações, ao satisfazer demandas específicas e ao tornar mais densa a rede de relações interpessoais e empreendedoras”.

- O Empreendedorismo deve ter como objetivo, a capacitação de grupos de empreendedores, discutir as políticas públicas de incentivo aos projetos na sociedade local e regional como um todo – frisou.

O trabalho elaborador pelo diretor geral do IBT – Instituto Barretos de Tecnologia – tem 24 páginas,  enfatiza conceitos, como fazer, vantagens competitivas  e programas efetivos de ação.

- As sugestões feitas levaram em consideração a base econômica instalada no Município e suas tendências – ponderou.

O professor Wanderlei Dib lembrou nas conclusões que “um dos principais gargalos é a Gestão Profissional em todas as iniciativas. As mudanças são rápidas devido ao conhecimento crescente e as inovações promovidas pela Gestão do Conhecimento e da Informação. Fica difícil uma Gestão Competitiva, sem conhecimento, sem velocidade e sem qualidade”.

- Acreditamos que com esses conceitos e uma equipe unida no trabalho entre a Sociedade e a Prefeitura como um todo, com visão e compromisso de médio e longo prazo, Barretos terá todas as condições para ser bem sucedida, principalmente na questão de geração de oportunidades para o povo de Barretos e para os talentos que nos últimos anos, por falta de opção e de uma política pública clara, se transferem para contribuir com o desenvolvimento de outros Municípios – concluiu o diretor do IBT, Wanderlei Mauro Dib.

 

Saldo positivo de emprego em Barretos

A evolução do emprego formal em Barretos durante o mês de setembro foi positiva, com saldo de 208 novas colocações no mês. Barretos fez 879 admissões e 671 desligamentos formais no período. O desempenho de janeiro a setembro permitiu 1.179 novas colocações de empregos formais, resultado de 8.062 admissões e 6.883 desligamentos. O desempenho de setembro foi o melhor nos últimos 3 meses. Em julho, o saldo positivo foi de 78 vagas formais. Em agosto, caiu para 30 vagas. Em setembro, após a festa do peão, o número de vagas formais de emprego atingiu 208.

O melhor desempenho em setembro foi da indústria da transformação, que gerou 102 novas vagas formais de emprego. Foram 297 admissões e 195 desligamentos no setor. A construção civil gerou 43 novos empregos, com 95 admissões e 52 desligamentos.

O destaque negativo de setembro foi o comércio, que gerou 187 admissões, mas provocou 198 desligamentos, causando saldo negativo de 11 vagas.

O setor de serviços contratou 202 pessoas, fez 174 desligamentos, proporcionando 28 novas vagas formais de emprego durante o mês de setembro. Na agropecuária, foram 78 admissões, 45 desligamentos, saldo de 33 novas vagas formais.

O desempenho do emprego formal barretense em setembro de 2007 foi melhor que no mesmo mês de 2006. No ano passado, foram feitas 818 admissões. Agora, foram 879 admissões. A diferença do saldo positivo – entretanto – foi pequena. Em 2006, ficou em 202. Em 2007, foi de 208.

 

 

CONTRIBUIÇÕES JOVENS PARA A CIDADE

Durante o fim de semana, participei ao lado de representantes da sociedade barretense, de uma iniciativa do SEBRAE. A  oficina de alinhamento estratégico foi realizada com objetivo de traçar caminhos para o desenvolvimento sustentado de Barretos e Região.

Muito se discutiu sobre a questão de logística existente na cidade. Muito se falou sobre o turismo e seus projetos em execução. Entretanto, um assunto ficou em evidência durante o encontro: a vocação da cidade para o agronegócio.

A cidade que concentra grande parte da sua atividade agrícola na produção de cana-de-açúcar não possui nenhuma usina de açúcar e álcool. As unidades existentes estão ao redor de Barretos, mas nenhuma dentro do município.

A montagem do plano de ação para Barretos levou em consideração os três lados do triângulo do desenvolvimento sustentável: Economicamente Viável, Socialmente Justo e Ambientalmente Correto.

Creio que a reflexão barretense é oportuna e adequada. O Fundo Monetário Internacional  divulgou nessa terça feira, no relatório semestral Panorama Econômico Mundial, que a agricultura levou a uma queda da desigualdade do Brasil. Para o país, o fato positivo sugere a importância de reformas nos países em desenvolvimento para apoiar o crescimento desse setor que emprega, ainda, grande parte da força de trabalho.

Ao contrário do pensamento de massa, a globalização do comercio mundial não oferece um impacto negativo na distribuição de renda tanto para o mundo em desenvolvimento quanto para economias mais ricas.

Ao destacara o encontro promovido pelo SEBRAE-Barretos, quero manifestar a alegria pessoal do acolhimento da minha “participação de jovem” em seminários. Tive oportunidade de manifestar com liberdade e franqueza uma visão acadêmica – com toda certeza – , mas baseada em estudos e pesquisas econômicas universitárias.

O “olhar acolhedor e animador” da oficina no meu caso pessoal, permite até sugerir que mais jovens barretenses – especialmente ligados aos cursos de administração, engenharia e zootécnica – busquem participar mais ativamente de debates econômicos e de gestão estratégica. Estou certo que os jovens barretenses podem contribuir com idéias e visões acadêmicas para um “pensar renovado”, talvez até mesmo “ousado”, porém com a indispensável vontade transformadora e avassaladora.

O tempo da exclusão da juventude e da indiferença diante de nossas necessidades e opiniões está superado em Barretos.

 

Lucas Sandoval Monteiro de Barros é estudante de Economia do Ibmec.

 

Finanças Pessoais
A Bolsa de Valores de São Paulo apresenta sucessivos recordes e valorização impressionante ante os demais investimentos, chegando aos 62.340 pontos. Empresas como Vale do Rio Doce e Petrobras tiveram grande desempenho e elevaram o índice das 63 ações mais negociadas na Bolsa paulista.
Desse ângulo, a crise do “subprime” parece mesmo ter sido superada, ou pelo menos financiada pelos Bancos Centrais e deve ser dissolvida. O capitalismo parece ter aprendido a lidar com as crises de liquidez. Após o “crack” da bolsa em 1929 foi adotada a política de New Deal, inspirada nas idéias de John Keynes e nos tempos atuais o FED, liderado por Bem Bernanke, abaixou a taxa de juros além dos bancos mundiais injetarem moeda na economia.
Passado o desconforto, a grande valorização das companhias de grande porte deixou um espaço para o crescimento de empresas chamadas de “mid caps” pelo mercado, ou seja, empresas de médio valor de mercado. Durante os anos 90, a CSN era uma delas e devido a sua excelência conseguiu valorização de 5500% nos últimos 10 anos.
Com a expectativa do Brasil em conseguir o grau de investimento, novas promessas surgem no cenário do mercado de capitais brasileiro. Entre as “mid caps” mais cobiçadas estão companhias como a Brasil Telecom, que tem caminhado para resolver problemas societários e ainda se beneficia de novas leis no setor de telecomunicações, o que possibilitaria uma fusão com a Telemar, algo visto como positivo pelos investidores.
A CCR Rodovias que se beneficia com o PAC e está entre as favoritas para conseguir as novas licitações de rodovias estaduais e federais. Na onda do mercado externo está a WEG, a multinacional produtora de máquinas vem aumentando suas vendas com a crescente demanda de países como a China e o México, sem contar o aumento em investimentos de capital fixo no próprio país.
Ainda estão em evidência empresas do setor elétrico, que devido ao gargalo de infra-estrutura no Brasil, devem receber maiores investimentos e elevar suas tarifas.
De fato, o investidor não deve alocar todos seus recursos em empresas desse segmento, “mid caps”, embora ascendente, o investidor precisa diversificar seu risco e aproveitar as demais oportunidades oferecidas pelo mercado, garantindo, assim, um aumento do patrimônio significativo no longo prazo.

LUCAS MONTEIRO é barretense e universitário da Economia do Ibmec/SP lucasb@eum.com.br

 

Pesquisa revela salários e emprego formal

Os dados do Ministério do Trabalho mostram que a atividade de vendedor de comércio varejista teve a maior taxa de admissão em agosto. A pesquisa revelou ainda a criação de 35 novas vagas formais para professor de educação artística.

 

EMPREGO FORMAL E REMUNERAÇÃO EM AGOSTO DE 2007 - BARRETOS

ATIVIDADE

Sal.médio  Adm.(R$)

   FREQÜENCIA   

   Adm.   

   Desl.   

   Saldo   

 Vendedor de comércio varejista

524,01

85

57

28

 Auxiliar de escritório, em geral

547,25

52

38

14

 Servente de obras

632,87

47

28

19

 Lagareiro

427,00

47

33

14

 Prof. de educação artística do EF

1.487,87

38

3

35

Contínuo

381,56

36

27

9

Técnico de alimentos

451,04

28

25

3

 Pedreiro

742,83

23

38

-15

 Trabalhador volante da agricultura

445,73

22

25

-3

 Alimentador de linha de produção

479,95

20

63

-43

 Motorista de caminhão (rotas regionais)

802,08

13

15

-2

Trabalhador agropecuário em geral

457,60

10

17

-7

 Motorista de carro de passeio

669,70

10

1

9

 Motorista de ônibus rodoviário

769,40