O efeito dos juros na
economia
Eleição ou
inflação
Turismo
arriscado
Bolsa: sobe ou
desce
Comércio
exterior
Mercado de
Derivativos
Por dentro da Bolsa
Prof. Dib defende empreendedorismo
Saldo positivo de emprego em Barretos
Contribuições jovens para a cidade
Finanças Pessoais
Pesquisa revela salários e
emprego formal
Rússia mantém embargo de carne
Bélgica compra mais produto brasileiro
Egito adquire produção barretense
Saldo positivo na balança comercial
Total exportado soma US$169,5 milhões
Cresce exportação para a África
Bebedouro exportou US$ 135,9 milhões
Araraquara vende 238,2 milhões de suco
Programa de
Estímulo à Cidadania Fiscal
Gerenciando Riscos
Ribeirão Preto, Texas
Odisséia no Congresso
Preços de julho do litro de
álcool em Barretos
Capital e Investimento
Variação de emprego formal de janeiro a maio
2007
Valores obtidos por Rubico no Leilão Brahman
Média e total de Brahman no 7º. Leilão
Brumado
Demonstração de resultados do Minerva
Movimento operacional do Frigorífico Minerva
O efeito dos juros na economia
A taxa de
juros é um instrumento de política monetária utilizado pelo
Banco Central para direcionar os rumos da economia
brasileira. Ao alterar a taxa básica de juros, o índice
impacta diretamente no valor de todos os ativos reais.
Ontem, foi dia de decisão do COPOM, colegiado de política
monetária que decide as mudanças impostas para que a demanda
e a produção estejam próximas ao equilíbrio desejado.
A expectativa do mercado financeiro estimou a elevação da
taxa de juros em torno de 0,50% a.a. Assim, a taxa de juros
nominal da economia nacional está gravitando em 12,75% a.a.
Ao elevar a taxa, o BC sinaliza para as empresas brasileiras
para brecar os investimentos, gerando na prática certa dose
desaceleração. Além disso, os financiamentos e empréstimos
ficam mais caros inviabilizando novos empreendimentos.
A elevação na taxa de juros vai contra a demanda, fazendo as
empresas serem mais conservadoras em investimentos futuros.
Primeiro porque esfria a demanda interna, mas também a
elevação da taxa básica de juros gera certa apreciação do
câmbio, diminuindo as exportações, já balançadas pela crise
imobiliária e financeira dos EUA.
Na pesquisa feita pela CNI, Confederação Nacional das
Indústrias, o índice de confiança do empresário refletiu a
conjuntura econômica do momento, 3 pontos abaixo do
registrado em abril. Isso significa menos investimentos para
os economistas, para o brasileiro menos emprego e menos
renda.
Em suma, o setor privado tem que entrar no jogo para
resolver os problemas colocados pelo setor público. Já que
os gastos do governo não param de crescer injetando dinheiro
na economia e alimentando a inflação, o setor privado tem
que conter os investimentos e revistar seus planos. Não por
vontade própria, porém, pela necessidade de atuação do Banco
Central. E para então manter a meta da inflação, o trabalho
do BC é elevar a taxa de juros.
Lucas Monteiro
é universitário de economia
Eleição ou inflação
A
política monetária brasileira está no foco das discussões,
com os juros em alta e a inflação atingindo o teto da banda
que tem seu centro em 4,5% a.a.
De fato,
a inflação brasileira é um reflexo do aumento dos preços em
especial das commodities mundo afora, mas, também, existe
uma demanda agregada muito forte puxando os preços no Brasil
além de um aumento significativo dos preços dos alimentos. O
pessimismo aumentou com o tamanho do aperto monetário
necessário para manter a meta do Banco Central, capitaneado
por Henrique Meirelles.
Neste ano, é preciso que o Banco Central tome medidas
enérgicas para conter as escaladas de preço, principalmente
porque esse é um ano de eleições. Sem contar os custos
políticos eleitorais, tem o “preço” a ser pago pelo governo
Lula para reconquista a CPMF, agora batizada de CSS.
Para conter a inflação, o Banco Central vem continuamente
elevando a taxa de juros nominal do país. Economicamente o
sistema de metas de inflação é muito eficiente, contudo o
governo deve colaborar para conter a inflação. A atitude
determinada pelo presidente, inclusive, é de alinhar os
discursos político da Fazenda e as decisões técnicas do BC.
Até porque, aumento da taxa de juros impacta negativamente
nas contas publicas e no investimento do setor privado, com
ruídos políticos.
O
consumo do governo - principal componente que impulsionou o
Produto interno bruto no primeiro trimestre - vai
influenciar naturalmente nos índices finais da inflação. Em
razão do processo eleitoral do segundo semestre e as
votações importantes no Congresso Nacional, a luta entre
inflação e voto não será para principiantes.
O governo tem papel importante no controle da inflação,
precisa conter os gastos públicos em todos os setores.
Entretanto, com fatores externos e internos, toda cautela é
indispensável. O país felizmente aprendeu a importância dos
ajustes fiscais, de controlar a inflação, de fomentar a
balança de exportação e de ampliar investimentos. As
conquistas foram preciosas e não vale a pena perder tantos
avanços “por demagogia eleitoral”. A inflação que ameaça a
sustentabilidade do crescimento deve ser contida
corajosamente.
Eleição e
democracia são ótimas conquistas. Principalmente em
inflação.
Lucas Monteiro é universitário de economia e consultor de
investimentos.
Turismo arriscado
Acabo de fechar um pacote turístico para toda família. Em
comemoração aos 25 anos de casamento de meus pais,
embarcamos todos para a Europa em julho, num passeio de duas
semanas.
A informação não é para a coluna social, mas para comentar a
importância econômica do turismo. O turismo é responsável
por 7% do PIB da Grécia. Em 2006, a França recebeu 79,1
milhões de visitantes. A Espanha teve 58,5 milhões.
Os benefícios econômicos do turismo são óbvios. Muito da
receita do turismo entra na forma de moedas estrangeiras. É
dinheiro que paga salários, varrendo grande parte do
desemprego entre trabalhadores de baixa qualificação. Não é
novidade dizer que o turismo aparece em diferentes regiões
como a melhor solução para uma série de problemas sociais e
econômicos.
Em 2006, o movimento de turistas superou as expectativas,
com 846 milhões de visitantes internacionais, fazendo
crescer em 5,4% o fluxo de pessoas em viagens. O turismo
mostrou resultados acima da média e um crescimento
sustentável pelo 3º ano consecutivo. Uma característica foi
os “buenos” resultados de destinos emergentes.
Fiz uma pesquisa aqui no Ibmec, levantando dados da
Organização Mundial de Turismo. Encontrei informação
mostrando que a OMT estimou para o turismo internacional a
movimentação de US$ 733.000 milhões – 548.000 milhões de
Euros – em 2006. Foram 57.000 milhões de dólares – ou 40.000
milhões de Euros – a mais em comparação com 2005.
A América do Sul respondeu por apenas 2,2% do fluxo geral do
turismo internacional. Foram 18,8 milhões de turistas
internacionais em 2006, aumento de 3% em relação a 2005. A
Europa respondeu por 54,4% do turismo mundial, envolvendo
460,8 milhões de pessoas. A minha conclusão é que existe
espaço para crescimento do turismo da América do Sul em
geral e no Brasil, em particular.
Tudo isso para dizer o seguinte: o turismo regional precisa
avançar e Barretos deve surfar nesta onda de fomento do
setor. Os investimentos em hotelaria estão aparecendo e o
turismo deve alavancar muito a economia barretense.
Importante – porém – é promover uma cultura capaz de
assimilar a pujança econômica gerada pelo turismo, por meio
de capacitação de pessoal e visão estratégica de negócios,
principalmente na área do lazer, dos eventos festivos de
diferentes idades e serviços gastronômicos. O turismo deixou
de ser um privilégio de poucos e abriu oportunidade para as
massas. Inteligência e criatividade no planejamento e
consistência na ação efetiva são determinantes para ampliar
o turismo como valor econômico de desenvolvimento social e
crescimento financeiro para Barretos e Região. Afinal, é
assim no mundo inteiro.
Lucas Monteiro de Barros é universitário de economia e
consultor de investimentos na bolsa
Bolsa: sobe ou desce
Conto um segredo para meus
amigos leitores.
Antes de entrar no curso de Economia do Ibmec, quase nunca
falava de bolsa e ações em casa. Agora, que fico envolvido
com aplicações, investidores e estudos, sempre escuto minha
mãe perguntando por que a “bolsa caiu ou subiu”.
- Ontem vi na TV que caiu, hoje vi que subiu. O que está
acontecendo, Lucas?
A pergunta feita pela minha mãe psicóloga, cheia de
curiosidade humana, é a mesma que escuto em todos os lugares
que freqüento.
Ontem, quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo
–Bovespa - encerrou o pregão em forte queda de 5,04%, aos
58.813 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,44 bilhões.
Entre as ações com maior peso na carteira teórica, a
Petrobras PN (PETR4) caiu 7,13%, para R$ 69,47. A Vale PNA (VALE5)
recuou 6,7%, fechando a R$ 44,50. Bradesco PN (BBDC4) operou
em queda de 6,12%, a R$ 48,30; Usiminas PNA (USIM5)
registrou desvalorização de 3,41%, a R$ 101,21; e o Itaú PN
(ITAU4) perdeu 3,41%, a R$ 39,60.
Foi o que aconteceu na quarta. Porque na terça-feira, a
Bovespa subiu 3,2% com atuação do Banco Central dos Estados
Unidos, reduzindo os juros em 0,75. O que tenho estudado e
visto aqui em São Paulo e explico tanto para minha mãe como
para as pessoas que converso é que Bolsa de Valores não é
bilhete de loteria. Na verdade, as ações brasileiras têm
sofrido muito menos que as americanas. Entretanto, o índice
Bovespa vem oscilando entre 57 e 65 mil pontos.
-Tem muito chute, muita especulação e muito palpite.
Em tempo de oscilação e crise, o importante é buscar
informações, prestar mais atenção aos detalhes, estudar a
economia como ciência e não como jogo de azar.
A economia não é só notícia ruim. A produção média de
petróleo e gás da Petrobras em fevereiro, no Brasil,
alcançou 2.129.420 barris de óleo equivalente por dia (boe),
refletindo um aumento de 2,3% sobre o volume produzido em
fevereiro do ano passado.
Muitos investimentos estão sendo anunciados pelas empresas,
além de incorporações, fusões e ampliações.
-O que tenho dito aos meus pais é que es- tou estudando
economia e não “leitura de bola de cristal”.
Por isso, não precisa ficar alarmado porque a bolsa hoje
caiu, nem eufórico porque ontem subiu.A economia é uma
cultura de atenção, dedicação e permanente concentração.
Lucas Monteiro é estudante de
economia do Ibmec
Comércio exterior
A análise da balança
comercial, a qual representa as transações de bens entre o
país e o exterior, vem mostrando o aumento das importações.
Alguns se preocupam com a diminuição do saldo superavitário
e com o dólar recuando a valores inferiores, R$1,80, como 7
anos atrás.
O superávit do Brasil deve ser esse ano, da ordem de R$ 40
bilhões, embora as importações tenham crescido mais do que
as exportações, o país ainda se encontra em patamar
confortável.
Confortável, porque estamos gastando mais na compra de
máquinas e equipamentos do que em bens de consumo. Esse fica
com 10% do volume importado, enquanto máquinas e
equipamentos detêm 14%, combustíveis 16% e bens
intermediários 60%.
Interessante olhar ainda que desse porcentual de 14% de
importação de máquinas e equipamentos, a maior parte dele se
destina a equipar a indústria com 54% desse total gasto com
máquinas, equipamentos e peças para uso industrial.
Penso que o aumento das importações, atualmente, é
necessário e indispensável, já que sinaliza uma fase de
rápido crescimento para alguns setores da economia. A
construção civil eleva a importação de bens de capital em
319%, seguido do setor de papel e celulose com 262% e em
quinto o agronegócio com um aumento de 128%.
Tanto a expansão do agronegócio que o Grupo John Deere deve
inaugurar em janeiro de 2008 a sua terceira fábrica no país,
representando uma expansão da capacidade produtiva com
investimento de 100 milhões de dólares.
Os investimentos de alta tecnologia, principalmente vindo do
exterior, elevarão ainda mais a produtividade do setor que
afeta a economia barretense em um setor especialmente
importante para a cidade, o agronegócio, responsável por
31,20% do PIB.
LUCAS MONTEIRO é barretense e
universitário de Economia do Ibmec/SP
lucasb@eum.com.br
Mercado de Derivativos
Há 90 anos, no dia 26 de outubro de 1917, empresários
paulistas e ligados à exportação, ao comércio e à
agricultura criaram a Bolsa de Mercadorias de São Paulo. A
primeira a introduzir o mercado a termo no país, a BMSP
alcançou, ao longo dos anos, tradição na negociação de
contratos destacando-se café, boi e algodão. Em 1986, começa
a funcionar a Bolsa Mercantil & Futuros, a BM&F.
Diversificando as operações em diversas modalidades em
negociação de produtos financeiros. Logo depois, em 1991,
uniram-se as duas potências do segmento, criando então a
conhecida atual Bolsa de Mercadoria & Futuros, BM&F.
A nova empresa conseguiu na ultima década atingir seu
objetivo de formar um grande mercado nacional para
commodities agropecuárias com o mecanismo sofisticado de
formação de preços e sistema organizado de comercialização.
Os derivativos constituem o instrumento de mercado mais
eficaz para eliminar o risco da variação de preços dos bens
econômicos, permitindo inclusive, a sua transferência aos
especuladores através de um SWAP. A BM&F apresentou um
superávit no exercício de 2006 da ordem de R$ 181.063.000
com um crescimento de 39,26% em relação a 2005 e será a
próxima grande expectativa em IPO no Brasil.
Essa semana, as reservas da BOVESPA mostraram a forte
demanda pelos papéis da holding, que tiveram seus preço de
reserva elevado da banda para R$20 a R$23 e prometem
levantar cerca de 5,4 bilhões de reais, amanhã, dia 26 de
outubro, sexta-feira.
A tendência vem sendo confirmada a cada ano, com sucessivos
recordes de contratos, sendo ne- gociados na Bolsa de
Mercadorias e Futuros BM&F. dessa forma, o capitalismo
financeiro se expande além da capital e conquista cada vez
mais espaço no interior.
LUCAS MONTEIRO é barretense e universitário de Economia
do Ibmec/SP
lucasb@eum.com.br
Por dentro da Bolsa
A atenção
do mercado essa semana se volta principalmente às reservas
das ações da Bolsa de Valores de São Paulo, a BOVESPA.
O IPO, no
qual serão lançados 250,5 milhões de ações ordinárias, terá
a operação toda secundária, ou seja, não haverá entrada de
dinheiro no caixa da holding, e sim para as corretoras que
tiveram seus títulos patrimoniais convertidos em ações e
agora vão se desfazer delas.
O
investidor interessado pode fazer reservas das ações até o
dia 23 de outubro, o preço estipulado está no intervalo
entre 15,50 e 18,50 e espera-se que a operação movimente R$
5 bilhões e pode ser a maior do mercado brasileiro.
Outro
destaque é que a partir de agora junto com o lançamento das
ações da BOVESPA será inaugurado o filtro de classificação
de investidores. O filtro visa tornar o mercado menos
assimétrico, já que os chamados “flippers” que compram os
IPO´s e logo se desfazem deles com o objetivo único de
ganhos na largada vão ser classificados como especuladores e
não terão preferência caso haja excesso de demanda pelos
papéis. A iniciativa visa diminuir as distorções nos preços
das ações das empresas estreantes.
Essas
distorções podem ser vistas em exemplos como o da Drograsil
ON, que no dia de lançamento subiu 24,67% mais depois teve
seu preço ajustado e ficou atrás do índice Ibovespa. O
shopping Iguatemi ON, centro de luxo em São Paulo, teve na
sua abertura um ganho de 12% ajustado mais tarde. Exceções
no caso da Redecard ON que conseguiu valorização 29,26%
durante o período enquanto o índice apresentou variação de
8,4% no período
As
receitas da holding vem dos emolumentos e liquidação que
representam 0,035% de cada negociação. O montante médio
diário da BOVESPA aumentou de R$ 558 milhões em 2002 para R$
2,4 bilhões em 2006, um crescimento invejável de 44,5% ao
ano. Em 2007 somente nos primeiros nove meses do ano a
expansão foi de quase 90% acumulando elevando a receita para
4,3 bilhões. Enfim, os números confirmam a tendência de
expansão dos mercados de capitais no país.
Em
virtude deste cenário, estou empenhado em promover um
encontro em Barretos para debate aberto sobre o tema.
Lucas Sandoval Monteiro de Barros é universitário de
economia.
Prof. Dib defende empreendedorismo
Propostas foram enviadas a Secretaria de Indústria e
Comércio
O
professor, acadêmico e pesquisador Wanderlei Mauro Dib
apresentou a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e
Agricultura um estudo de planejamento estratégico de
desenvolvimento de Barretos, destacando o empreendedorismo.
- As
prioridades de um Plano Estratégico são; geração de emprego,
trabalho e renda, com qualidade de Vida. Isto dá dignidade e
auto-estima para todo cidadão. Entretanto isso não se faz
somente com a vontade de algumas pessoas ou de um ou outro
agente político. Esse trabalho tem que ser estruturado e
planejado estrategicamente para décadas, enfim, tem que
existir política pública elaborada por especialistas, pela
vontade política e comprometimento de suas autoridades, de
modo a envolver a comunidade – enfatizou.
Em seu
levantamento, o professor Wanderlei Dib destacou que o
perfil do empreendedor é “fruto de um processo de
desenvolvimento social. O empreendedor é uma pessoa endógena
que parte de dentro da sociedade para os ambientes
favoráveis, transformando desilusões em sonhos para tornar
um empreendimento ou projeto desenvolvido com excelência e
competência, a partir de suas motivações, apoios e
conhecimentos”.
- As
Ações empreendedoras não podem ter uma visão de
assistencialismo ou tentar romper as ameaças e dificuldades
sem preparo e sensibilidade. Qualquer ação de políticas
públicas compensatória é direito do cidadão e dever do
Estado (ver constituição). Todo projeto assistencialista é
nocivo devido ao comodismo que gera às famílias, e é por
este motivo que o empreendedor tem, por obrigação, que
conduzir as ações e projetos empreendedores de forma
sustentável para a comunidade – argumentou.
O
pesquisador barretense ponderou que “todas as ações e
projetos empreendedores devem interagir e desenvolver a
sociedade, nas mudanças de postura e na introdução de
inovações, ao satisfazer demandas específicas e ao tornar
mais densa a rede de relações interpessoais e
empreendedoras”.
- O
Empreendedorismo deve ter como objetivo, a capacitação de
grupos de empreendedores, discutir as políticas públicas de
incentivo aos projetos na sociedade local e regional como um
todo – frisou.
O
trabalho elaborador pelo diretor geral do IBT – Instituto
Barretos de Tecnologia – tem 24 páginas, enfatiza
conceitos, como fazer, vantagens competitivas e programas
efetivos de ação.
- As
sugestões feitas levaram em consideração a base econômica
instalada no Município e suas tendências – ponderou.
O
professor Wanderlei Dib lembrou nas conclusões que “um dos
principais gargalos é a Gestão Profissional em todas as
iniciativas. As mudanças são rápidas devido ao conhecimento
crescente e as inovações promovidas pela Gestão do
Conhecimento e da Informação. Fica difícil uma Gestão
Competitiva, sem conhecimento, sem velocidade e sem
qualidade”.
-
Acreditamos que com esses conceitos e uma equipe unida no
trabalho entre a Sociedade e a Prefeitura como um todo, com
visão e compromisso de médio e longo prazo, Barretos terá
todas as condições para ser bem sucedida, principalmente na
questão de geração de oportunidades para o povo de Barretos
e para os talentos que nos últimos anos, por falta de opção
e de uma política pública clara, se transferem para
contribuir com o desenvolvimento de outros Municípios –
concluiu o diretor do IBT, Wanderlei Mauro Dib.
Saldo positivo de emprego em Barretos
A
evolução do emprego formal em Barretos durante o mês de
setembro foi positiva, com saldo de 208 novas colocações no
mês. Barretos fez 879 admissões e 671 desligamentos formais
no período. O desempenho de janeiro a setembro permitiu
1.179 novas colocações de empregos formais, resultado de
8.062 admissões e 6.883 desligamentos. O desempenho de
setembro foi o melhor nos últimos 3 meses. Em julho, o saldo
positivo foi de 78 vagas formais. Em agosto, caiu para 30
vagas. Em setembro, após a festa do peão, o número de vagas
formais de emprego atingiu 208.
O melhor
desempenho em setembro foi da indústria da transformação,
que gerou 102 novas vagas formais de emprego. Foram 297
admissões e 195 desligamentos no setor. A construção civil
gerou 43 novos empregos, com 95 admissões e 52
desligamentos.
O
destaque negativo de setembro foi o comércio, que gerou 187
admissões, mas provocou 198 desligamentos, causando saldo
negativo de 11 vagas.
O setor
de serviços contratou 202 pessoas, fez 174 desligamentos,
proporcionando 28 novas vagas formais de emprego durante o
mês de setembro. Na agropecuária, foram 78 admissões, 45
desligamentos, saldo de 33 novas vagas formais.
O
desempenho do emprego formal barretense em setembro de 2007
foi melhor que no mesmo mês de 2006. No ano passado, foram
feitas 818 admissões. Agora, foram 879 admissões. A
diferença do saldo positivo – entretanto – foi pequena. Em
2006, ficou em 202. Em 2007, foi de 208.

CONTRIBUIÇÕES JOVENS PARA A CIDADE
Durante o
fim de semana, participei ao lado de representantes da
sociedade barretense, de uma iniciativa do SEBRAE. A
oficina de alinhamento estratégico foi realizada com
objetivo de traçar caminhos para o desenvolvimento
sustentado de Barretos e Região.
Muito se
discutiu sobre a questão de logística existente na cidade.
Muito se falou sobre o turismo e seus projetos
em execução. Entretanto,
um assunto ficou em evidência durante o encontro: a vocação
da cidade para o agronegócio.
A cidade
que concentra grande parte da sua atividade agrícola na
produção de cana-de-açúcar não possui nenhuma usina de
açúcar e álcool. As unidades existentes estão ao redor de
Barretos, mas nenhuma dentro do município.
A
montagem do plano de ação para Barretos levou em
consideração os três lados do triângulo do desenvolvimento
sustentável: Economicamente Viável, Socialmente Justo e
Ambientalmente Correto.
Creio que
a reflexão barretense é oportuna e adequada. O Fundo
Monetário Internacional divulgou nessa terça feira, no
relatório semestral Panorama Econômico Mundial, que a
agricultura levou a uma queda da desigualdade do Brasil.
Para o país, o fato positivo sugere a importância de
reformas nos países em desenvolvimento para apoiar o
crescimento desse setor que emprega, ainda, grande parte da
força de trabalho.
Ao
contrário do pensamento de massa, a globalização do comercio
mundial não oferece um impacto negativo na distribuição de
renda tanto para o mundo em desenvolvimento quanto para
economias mais ricas.
Ao
destacara o encontro promovido pelo SEBRAE-Barretos, quero
manifestar a alegria pessoal do acolhimento da minha
“participação de jovem” em seminários. Tive oportunidade de manifestar com liberdade e franqueza uma
visão acadêmica – com toda certeza – , mas baseada em
estudos e pesquisas econômicas universitárias.
O “olhar
acolhedor e animador” da oficina no meu caso pessoal,
permite até sugerir que mais jovens barretenses –
especialmente ligados aos cursos de administração,
engenharia e zootécnica – busquem participar mais ativamente
de debates econômicos e de gestão estratégica. Estou certo
que os jovens barretenses podem contribuir com idéias e
visões acadêmicas para um “pensar renovado”, talvez até
mesmo “ousado”, porém com a indispensável vontade
transformadora e avassaladora.
O tempo
da exclusão da juventude e da indiferença diante de nossas
necessidades e opiniões está superado em Barretos.
Lucas Sandoval Monteiro de Barros é estudante de Economia do
Ibmec.
Finanças
Pessoais
A Bolsa de Valores de São Paulo apresenta sucessivos
recordes e valorização impressionante ante os demais
investimentos, chegando aos 62.340 pontos. Empresas como
Vale do Rio Doce e Petrobras tiveram grande desempenho e
elevaram o índice das 63 ações mais negociadas na Bolsa
paulista.
Desse ângulo, a crise do “subprime” parece mesmo ter sido
superada, ou pelo menos financiada pelos Bancos Centrais e
deve ser dissolvida. O capitalismo parece ter aprendido a
lidar com as crises de liquidez. Após o “crack” da bolsa em
1929 foi adotada a política de New Deal, inspirada nas
idéias de John Keynes e nos tempos atuais o FED, liderado
por Bem Bernanke, abaixou a taxa de juros além dos bancos
mundiais injetarem moeda na economia.
Passado o desconforto, a grande valorização das companhias
de grande porte deixou um espaço para o crescimento de
empresas chamadas de “mid caps” pelo mercado, ou seja,
empresas de médio valor de mercado. Durante os anos 90, a
CSN era uma delas e devido a sua excelência conseguiu
valorização de 5500% nos últimos 10 anos.
Com a expectativa do Brasil em conseguir o grau de
investimento, novas promessas surgem no cenário do mercado
de capitais brasileiro. Entre as “mid caps” mais cobiçadas
estão companhias como a Brasil Telecom, que tem caminhado
para resolver problemas societários e ainda se beneficia de
novas leis no setor de telecomunicações, o que
possibilitaria uma fusão com a Telemar, algo visto como
positivo pelos investidores.
A CCR Rodovias que se beneficia com o PAC e está entre as
favoritas para conseguir as novas licitações de rodovias
estaduais e federais. Na onda do mercado externo está a WEG,
a multinacional produtora de máquinas vem aumentando suas
vendas com a crescente demanda de países como a China e o
México, sem contar o aumento em investimentos de capital
fixo no próprio país.
Ainda estão em evidência empresas do setor elétrico, que
devido ao gargalo de infra-estrutura no Brasil, devem
receber maiores investimentos e elevar suas tarifas.
De fato, o investidor não deve alocar todos seus recursos em
empresas desse segmento, “mid caps”, embora ascendente, o
investidor precisa diversificar seu risco e aproveitar as
demais oportunidades oferecidas pelo mercado, garantindo,
assim, um aumento do patrimônio significativo no longo
prazo.
LUCAS MONTEIRO é barretense e universitário da Economia
do Ibmec/SP
lucasb@eum.com.br
Pesquisa revela salários e emprego formal
Os dados
do Ministério do Trabalho mostram que a atividade de
vendedor de comércio varejista teve a maior taxa de admissão
em agosto. A pesquisa revelou ainda a criação de 35 novas vagas formais para
professor de educação artística.
|
EMPREGO FORMAL E REMUNERAÇÃO EM AGOSTO DE
2007 - BARRETOS |
|
ATIVIDADE |
Sal.médio Adm.(R$) |
FREQÜENCIA
|
|
Adm.
|
Desl. |
Saldo |
|
Vendedor de comércio varejista |
524,01 |
85 |
57 |
28 |
|
Auxiliar de escritório, em geral |
547,25 |
52 |
38 |
14 |
|
Servente de obras |
632,87 |
47 |
28 |
19 |
|
Lagareiro |
427,00 |
47 |
33 |
14 |
|
Prof. de educação artística do EF |
1.487,87 |
38 |
3 |
35 |
|
Contínuo |
381,56 |
36 |
27 |
9 |
|
Técnico de alimentos |
451,04 |
28 |
25 |
3 |
|
Pedreiro |
742,83 |
23 |
38 |
-15 |
|
Trabalhador volante da agricultura |
445,73 |
22 |
25 |
-3 |
|
Alimentador de linha de produção |
479,95 |
20 |
63 |
-43 |
|
Motorista de caminhão (rotas regionais) |
802,08 |
13 |
15 |
-2 |
|
Trabalhador agropecuário em geral |
457,60 |
10 |
17 |
-7 |
|
Motorista de carro de passeio |
669,70 |
10 |
1 |
9 |
|
Motorista de ônibus rodoviário |
769,40 |
|