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CRÔNICAS
 

Amigas, amazonas!
Sem Guerra fico, mas sem Cajé não. Amazonas são competidoras de carisma. É fácil entender a prova de 3 tambores. Complicado é disputar a prova.
A prova é um Sudário, para a Daiane. Nem toda amazona é “cavaleiro”, mas a Fernanda é uma dama. Fernanda Carvalheiro.
- É a doença que torna boa a saúde, é a fome que torna agradável a abastança, é a fadiga que torna doce o repouso. E é o galope que faz o tempo.
Com as amazonas se aprende que não adianta discutir quando se tem razão, apenas quando se quer ser feliz. No rodeio, os dias são longos, porem os anos são curtos.
O primeiro lugar da Flávia Cajé na prova de sexta-feira fez parte da campanha de Os Independentes: uma festa como você nunca viu. E para quem torce pela amazona, nenhuma explicação é possível. Para quem adora a amazona como eu, nenhuma explicação é necessária.
- Todas as amazonas são belas, pela própria definição. Se não é bela, não é amazona.
Para assistir a prova de 3 tambores é preciso ter afinidade com o tempo e a época. Os segundos passam rápidos e a paixão é permanente.
Ver a prova de 3 tambores é entrar em sintonia com as competidoras, para entender a paixão de um esporte cheio de charme e encanto. É preciso observar a verdadeira vocação dramática em cada curva, cada retomada e em cada arrancada. Como na própria vida cotidiana.
Nenhuma amazona nasceu para parobear.

Luiz Antonio Monteiro, especial para o Diário

 

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