DISCURSO
PARA A TURMA DE PEDAGOGIA
INTRODUÇÃO
Convidado para a cerimônia de
colação de grau pelo ISEB, eu penso ser oportunidade para aprender. Fiz então
ameaça e não promessa, de melhor aproveitar este encontro para iniciar um estudo
sobre a educação em Barretos.
Desejo assimilar o passado da
educação em Barretos. Depois, dar um mergulho no momento atual. Finalmente,
quando ninguém mais tiver paciência e toda tolerância estiver esgotada, traçar
as bases do futuro da educação sem utilizar nenhuma bola de cristal.
Adriana, Alice, Ana,
Camila e Diani – quero começar contando sobre o mito.
PASSADO
Diz a lenda que a família de
Chico Barreto chegou por nos Sertões do Chão Preto na década de 30 do século
XIX. A escritura de doação foi assinada em 25 de agosto de 1854.
Em 1876, chegou a cidade o
Papudo, apelido de Elyseu Augusto Xavier Serradourada que iniciou a primeira
escola para o ensino das letras em Barretos.
A história barretense –
segundo Jerônimo Barcelos – foi marcada por 3 Chicos.
Chico Barreto, o fundador.
Chico Valente, um padre. E Chico Boticário - Francisco Antonio das Chagas – que
além de dar remédios foi quem impulsionou o ensino barretense em lições de doses
homeopáticas, com certeza.
Caro Éderson, Elis,
Flavia, Gislaine José Eduardo e Lecy.
Em 1883, chegou o coronel
João Carlos de Almeida Pinto. Dotado de grande simpatia pessoal, notável orador,
inteligência brilhante, fundou o Colégio São João, com o lema Ave Lux.
O primeiro grupo escolar foi
instalado em 30 de setembro de 1912. O ginásio apareceu somente em 23 de
fevereiro de 31. O ensino superior barretense nasceu em agosto de 64, por
iniciativa do prefeito João Batista da Rocha.
O histórico da educação
barretense é interesse para entender o presente e projetar o futuro.
Agora, Leir, Lidiane,
Lucilene, Luzia, Maira e Mara vamos ao hoje, atual.
PRESENTE
O ISEB Instituto Superior de
Barretos está na Portaria de 11 de Janeiro de 2005.
Barretos tem a Unifeb da
Fundação Educacional. A Faculdade Barretos. O Sesi, Paula Souza e Cetec estão
presentes. Paulo Freire, Carlos Drumond, COC, Nomelini, Barretos. Ainda faltam o
Curso Técnico Federal e a Faculdade de Medicina do Henrique Prata.
Queridos Maraisa, Marcela,
Márcia, Cida, Maria Fernanda, Maria Luiza e Maurílio,
FUTURO
Meu pai foi candidato em 72
dizendo que o futuro da cidade estava na educação.
Hoje a questão não é o futuro
da cidade, mas o futuro da educação.
Tem um samba do Gilberto Gil
que diz que “o bairro está sem professor”.
É porque hoje não basta ser
professor. Nada será como antes – como cantou Milton Nascimento.
- Acho que a escola do
futuro, de verdade, que faz do presente sua grande matéria prima, é aquela que
vai misturar a redação de jornal com a sala de aula e será uma grande casa de
dúvidas, de curiosidade, de sonhos”, ajuizou Gilberto Dimenstein. Gosto muito
desta imagem, por ser da Reportagem que Não Para.
Estudante é aquele período da
vida tipicamente romântico da procura de si próprio e cheio de conflitos,
distúrbios e inquietações, marcado pelo professor que quer ensinar o que não se
quer aprender e se aprende o que depois precisa de psicólogo para apagar.
Estimados Melissa, Naiara,
Natalia e Patrícia, quero dizer o seguinte:
Em Pedagogia, o futuro diz
que é preciso aprender e não basta ensinar.
A tecnologia invadiu a vida
cotidiana. O ensino está alinhado com informática, cibernética,
telecomunicações, sistemas digitais, mergulho virtual, inserção global.
- Mais luz e menos giz.
Melhor o papel da educação do que a educação no papel.
O ensinar é um aprender
continuado. A evolução é revolução. A transformação é ação.
- Profeta dos novos tempos, o
professor tem que assumir a nova exigência da imaginação.
O futuro da educação passa
pela nova concepção do educador, porque o aluno já mudou,
A educação precisa de
profetas e não de professores. O professor está focando nele mesmo e não no
ensino. Precisa focar no estudante. O mestre foca em salvar almas.
-
Quem deseja ser
professor deve aspirar ser profeta do aprender, do acolher e do partilhar.
Agora, Patrícia,
Rosangela Helena, Rosangela, Samanta, Selma e Thais, a conclusão
A CONCLUSÃO
Marcelinho é barretense. Tem
12 anos. Não aprendeu a ler, nem gramática nem aritmética.
Não se concentra na aula
porque não entende. E não se comporta porque não sabe aprender.
É um caso real barretense.
Todos os dias há casos de
furtos de boné. Professores sofrendo ameaças. Uso de celular para distribuir
“imagens pornográficas”.
Este é o cenário que exige um
novo professor. Um educador com uma missão profética.
Uma missão para a educação:
formar um povo para sonhar e, assim, promover a construção de um país.
Uma missão capaz de
transformar o pesadelo do medo em sonho de esperança.
Todo professor tem que gostar
de aprender, muito antes de querer ensinar.
Só existe um caminho para
quem está colando grau e quer fazer por merecer o diploma: Ansiai, pois, pela
Sabedoria.
-
A sabedoria é
radiante, não fenece.
A Sabedoria se dá a conhecer
aos que a desejam.
Quem pela sabedoria madruga
não se cansa.
Meditar a Sabedoria é a
perfeição da inteligência. Quem vigia pela Sabedoria logo se isenta de
preocupações. O princípio de Sabedoria é o desejo autêntico de instrução.
O afã da instrução é o amor.
O amor é a observação de suas leis. Em resumo, o desejo da Sabedoria conduz à
realeza. O recado é de Salomão.
Seja feliz. Paz e bem.