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CRÔNICAS
 

Fernando Benesi e o “guri” do ano
Caro Fernando, olha aí, quem está nos seus braços. É o seu guri.
- Olha aí, é o seu guri e ele chega, cheio de graça, cantando coisas de amor.
Meu coração, não sei porque bate feliz, quando vê você com seu filho no colo.
Eu amanheço, pensando em Ti. Eu adormeço, pensando em Ti.
Se um dia, meu coração for consultado, será difícil negar. O guri é o Filho Maravilha, que chegou com inspiração, com muito amor e emoção.
Eu gosto tanto do carinho que você lhe faz.
Faz tanto bem o beijo que ele te traz. Dorme, menino grande, que eu estou perto de ti. Sonha o que bem quiseres, que eu não sairei daqui.
Fernando, meu amigo, você sabe que meu coração tem mania de amor. Mania é coisa que a gente tem, mas não sabe porque.
Vou lhe pedir um favor, que só depende da sua boa vontade. Ensina ao seu filho o que é amar, o que é a vida:
- A vida, o que é? Ela é a batida de um coração.
Ensina o guri ir caminhando contra o vento sem lenço e sem documento. Alegria, alegria.
Leva seu filho para ver a galera aplaudindo de pé as tabelas. E depois sentar para descansar como se fosse um pássaro.
Conta para ele que a gente mal nasce começa a morrer. Portanto, sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão. Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
Ensina o guri a rezar com fé e pedir a Deus por minha gente, gente humilde. É preciso música. Canta, canta, minha gente, deixa a tristeza para lá.
Por toda minha vida eu sei que vou te amar.
Com carinho e admiração, caro Fernando – pai do Antonio – Paz e Bem.
 
Luiz Antonio Monteiro, da ABC.
 

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