O MELHOR
JOGO DO ANO
O jornalista amigo Luis Otavio adora falar do
Barretos. Tirou férias e deixou um recado:
- Escreve uma crônica sobre o Touro do Vale!
Fiquei pensando qual o melhor jogo do BEC na temporada. Algumas partidas foram
transmitidas ao vivo pela Rede Vida. No Estádio Fortaleza, fui ver o time pelo
menos numa boa oportunidade.
- Barretos 1 x 0 Palmeirinha, dia primeiro de agosto.
O adversário deu um sufoco, mas a equipe barretense venceu. Pela contagem
mínima.
O Barretos em 2009 começou levando uma tamancada. Perdeu de 5 a 0 do Guariba na
estréia do certame, dia 19 de abril. Depois, no dia 3 de julho, enfiou 4 a 1 na
Matonense. Talvez tenha sido este o melhor jogo do ano no Estádio Fortaleza. Mas
ainda tenho muitas dúvidas.
- Afinal como pensar no melhor jogo do ano se foi o pior ano do BEC!
Conversei com o amigo Miguel Benincasa, vizinho histórico do Estádio Fortaleza.
Viu todo tipo de torcedor passando e todo tipo de jogador, treinador e cartola.
Lembra bem o que foi o BEC da década de 60 e de 70. Tem uma noção muito nítida
do touro na primeira década do novo milênio. O time barretense de 2009 foi uma
negação completa.
- O time vai ser bom em 2010, seo Miguel? – indaguei.
- Não sei não – respondeu com a paciência de um sábio.
Um edital convocando assembléia extraordinária do Conselho Deliberativo do BEC
foi publicado. A sorte do time na próxima temporada começa a ser traçada neste
encontro. É possível acreditar que a cidade vai sair da última divisão do
futebol paulista no próximo ano. É possível até sonhar que os dirigentes
reunidos deixarão de lado as vaidades e terão paixão pelo futebol.
- Mas o ideal de ver um time forte continua muito distante.
Digo sempre para a Márcia que Paris é a segunda melhor cidade do mundo. Barretos
tem a Festa do Peão, o HC, o Centro de Informações e Cultura dom José de Mattos
Pereira, a Cidade de Maria, a Capela da Bakhita, a equipe de basquete da APAB. É
aqui a melhor cidade do mundo. Mas tem o segundo pior time do mundo. Só perde
para aquele time de Pernambuco. O Touro virou um time especialista em fazer
sofrer seu torcedor.
Até quanto?
Talvez o Luis Otavio, quando voltar de férias, possa responder com clareza.
Paz e bem.
Luiz Antonio Monteiro é cronista de O Diário