LOGÍSTICA
O aprimoramento esportivo barretense é uma corrente, sendo cada elo importante
para fixação de um nível competitivo e um padrão social e educativo.
Em busca da excelência
esportiva, o primeiro passo é de competência na formação de profissionais
técnicos, professores hábeis e lapidadores de talentos. Onde não existe um grupo
de treinadores valiosos não se consegue resultados positivos.
O segundo passo é convocar os
jovens para a prática esportiva, oferecendo apoio e incentivo, dando respaldo e
motivação para que o atleta evolua conforme sua índole e vocação.
Depois de estabelecidos os
valores humanos – técnicos e atletas – aparecem as demais exigências. Nenhuma
supérflua, todas vitais, exigências fundamentais.
O espaço físico é básico, até
porque cada modalidade tem suas próprias exigências de regulamento, campos e
equipamentos. Uma quadra de basquete exige tabelas superiores. O vôlei pede
rede. O futebol, traves. Cada qual com seu instrumento e bola determinada.
Barretos vem conhecendo nos
últimos anos uma expansão esportiva, com equipes disputando torneios de
federação – basquete, natação e karatê, por exemplo – e certames de liga – como
vôlei, basquete e handebol – além dos certames da Secretaria Estadual de
Esportes e Colegial.
A projeção do basquete
feminino barretense – nas modalidades mirim e infanto-juvenil – é respeitada em
todo estado. Barretos é hoje a “quarta potencia” paulista no basquete de base.
Entretanto – a logística de
transporte não acompanha a dinâmica da modalidade. E ainda quando somados os
torneios oficiais de outras atividades, a ameaça de colapso ou entraves de tempo
são preocupantes.
Estive sábado em São Paulo.
Fiquei mais de meia hora procurando o Centro Olímpico, através do Parque do
Ibirapuera. Mas só consegui sucesso mesmo quando o Célio Mendes avistou,
estacionando na Avenida Pedro de Toledo, o ônibus de Barretos.
A formação de uma equipe de
motoristas sensíveis as exigências das modalidades e veículos adequados para os
atletas fazem parte da logística de fomento de uma cidade esportiva e com
cultura voltada para vitórias. Os riscos são enormes, os perigos permanentes e a
adequação específica. Times altos não podem viajar em veículos pequenos,
evidentemente.
A logística é exigência para
o poder público e não questão isolada de uma secretaria, de um secretário ou
assessoria. A vida é preciosa e o esporte não cresce sem infra-estrutura
responsável, inteligente e saudável.
Luiz
Antonio Monteiro é cronista de O Diário