THAYNARA E EMILY
Duas jovens
inteligentes travaram “animado debate”.
Thaynara Fumiere Gomes Lemos
é mineira, nasceu em 2 de janeiro de 92. Estudante, bonita, comunicativa.
Emily Felício da Silva é
paulista, nasceu em 10 de abril de 92. Estudante, charmosa e muito rápida.
- Você é cabeça dura – disse
a mineira.
- E você também é –
argumentou a paulista.
Diante da “troca de bolas”,
vendo a cena, fiquei pensando:
- “Prefiro gente de cabeça
mole ou de cabeça dura?”
Com toda certeza, conviver é
viver com. Partilhar a vida, as atividades com os outros. O crescimento de um
grupo passa sempre por “inclusão, controle e afeto”.
Willian Schutz ensinou que a
inclusão adequada atende “as necessidades dos indivíduos”, que são
reconhecidas e aceitas. Há boa interação e atenção. Há lealdade e senso de
equipe. Todos os membros são aceitos. O controle adequado aceita os
conflitos e as dúvidas são tratadas abertamente. Há partilha das funções,
inclusive de liderança. A equipe caminha baseada em decisões, contatos,
produção. O grupo assume responsabilidade por seus atos. O terceiro ponto é o
afeto adequado, com uma comunicação aberta e honesta. Os sentimentos são
expressos. Há “feedback” e confiança mútua. Há respeito pelas diferenças. O
senso de proximidade e de solidariedade é enfatizado. Reciprocidade e apoio. Há
alegria em pertencer a equipe. Existe amizade.
A disputa entre Thaynara
Lemos e Emily da Silva começou num atrito, com alta dose de “stress” e
divergência. Mas com o diálogo franco, sem nervosismos, impaciências e egoísmos,
permitiu um “avanço iluminador”, criando espaços e abrindo corações.
Cabeça dura muitas vezes
significa “coragem e personalidade”, foco e determinação. Cabeça mole quer dizer
“medo e indiferença”, desconfiança e insegurança.
Olhando para as duas jovens
estudantes notei como é importante “nunca falsear a verdade” e como é gostoso
ajudar alguém a crescer, melhorar o convívio e partilhar resultados.
A pessoa de “cabeça dura”,
mas que deseja triunfar deve melhor sua capacidade de escutar, aumentar a
paciência, falar ponderadamente, saber “colocar-se no tênis do outro”,
melhorando a si e seu ambiente.
- Meninas de cabeça dura,
porem com “delicadeza permanente” são feitas para vencer.
Desejo de coração “as
virtudes da fortaleza e da delicadeza” para Thaynara Lemos e Emily da Silva.
Luiz Antonio Monteiro é
torcedor da equipe de basquete infantil da APAB Barretos.