UMA QUESTÃO DE FÉ
A minha fé ficou
abalada diante do silêncio de Deus. Aprendi com João que “se pedirmos alguma
coisa conforme a sua vontade, ele nos ouve”. Não conseguia – porem – escutar a
resposta e a angústia de ser ouvido e não ouvir aprofundou a tristeza.
- Quem ama seu irmão que não
vê, como é possível amar Deus que não fala?
Somos de Deus num mundo sob o
“poder do maligno”. Não se deve imitar o mau, mas o bem. Quem faz o bem é de
Deus. Paulo ensinou que “tudo é permitido, mas nem tudo é proveitoso. Tudo é
permitido, mas nem tudo edifica”.
- Quer comais, quer bebais,
que façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.
O tempo da angústia e da
incerteza, da fragilidade de fé e fraqueza na esperança aumentou a certeza que
“a escolha não depende da vontade, nem dos esforços de quem quer que seja, nem
daquele que corre, mas da misericórdia de Deus”.
A fé é a garantia dos bens
que esperamos, a certeza das coisas que ainda não vemos. Ora, sem fé ninguém
pode agradar a Deus. Pois quem chega perto de Deus deve crer que ele existe e
que recompensa os que o procuram. A lição tem motivado a retomada da esperança.
O descobrir a necessidade da perseverança para fazer a vontade de Deus e receber
o que ele promete.
- Guardemos inabalavelmente a
esperança da fé que professamos, porque Deus é fiel a promessa que fez.
Parece clara a indicação das
cartas no sentido de sermos todos nós “pessoas de fé para a salvação da nossa
alma”. A mensagem serve para ensinar: “a abandonar a vida sem religião e os
pecados da terra” e a viver neste mundo “com bom senso, justiça e piedade”,
aguardando que se cumpra nossa feliz esperança e que se manifeste a glória de
nosso grande Deus e Salvador, o Cristo Jesus.
Em sua obra Páscoa, o padre
Raniero Cantalamessa aborda “uma passagem para aquilo que não passa”. O
sacerdote enfatiza um famoso dístico: “a letra te ensina o acontecido, a
alegoria, aquilo que deves crer, a moral, o que fazer, a anagogia, para onde
ir”.
- O silêncio na paixão de
Cristo é a chave para entender o silêncio de Deus – afirma Raniero Cantalamessa,
o capuchinho pregador oficial do Vaticano.
Luiz
Antonio Monteiro é apresentador da Rede Vida, a TV do Brasil mais Bento.