MARINA
Era um jantar muito familiar.
O casal Delcio Garcia e Marina estava com o filho e a neta, jantando no
restaurante gremista. É uma família encantadora, amável e culta. Encerrado o
jantar, a Marina contou a história do Menino, do Velho e Deus, que havia servido
para sua neta fazer trabalho escolar.
Era uma vez um garoto que vivia numa pequena cidade do interior. Certo dia,
disse a sua mãe:
- Hoje vou sair para encontrar Deus!
Como a cidade era pequena e não tinha nenhum perigo, a mãe concordou. Pegou uma
mochila, colocou um lanche e um cantil com suco. Abençoou o filho, que saiu todo
animado.
O garoto caminhou a manhã inteira, buscando em Deus em todos os lugares.
Cansado, na hora do almoço, sentou no banco da pracinha para comer seu lanche.
Foi neste instante que viu um homem muito velhinho. Olhou para o ele e ofereceu
um pedaço de seu lanche. Sem nada dizer, o velhinho aceitou o pedaço e comeu. Em
seguida, o garoto ofereceu um “pouco do suco de seu cantil”. O velhinho também
aceitou.
Terminado a refeição, sem ninguém falar nada, o garoto acessou para o velhinho e
foi embora.
Retornou alegre para sua casa. A mãe esperava ansiosamente.
- Então, meu filho, encontrou Deus?
- Sim. Estava muito velhinho, mas comeu meu lanche ao meu lado.
A mãe sorriu e abraçou seu filho.
Do outro lado da cidade, um homem encontrou em casa e saudou seu velho pai.
- Como foi o dia, meu pai?
- Muito bem. Hoje eu encontrei Deus, com um lindo sorriso de menino.
A história contada pela Mariana Garcia serviu também para recordar o caso do
cético provocador. Pronto para discutir, perguntou ao mestre:
- Cite um efeito prático e realista da espiritualidade?
O mestre respondeu:
- Eis um – quando alguém nos ofende, podemos levantar o espírito as alturas,
onde as ofensas não alcançam.
A gente aprende muito conversando com o casal Delcio Garcia-Marina.
Luiz Antonio Monteiro é membro da ABC.