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CRÔNICAS
 

 

BRUNA
 

É animador ver uma jovem interessada em iniciar atividade profissional desafiadora em mídia impressa.

A tarefa é semelhante ao poeta, que sente “nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo”.

Jornal diário é uma série de paradoxo. Tem um dia de vida e vive para sempre. Igual todos os dias e diferente a cada edição. Breve e permanente.

Fazer e vender jornal é a busca da eterna novidade do mundo.

Eterna é algo constante. Novidade é algo recente.

A professora ensina:

- O eterno é o que, fora do tempo permanece sempre idêntico a si mesmo, enquanto o novo é pura temporalidade, o tempo como movimento e inquietação que se diferencia de si mesmo. No entanto, essa unidade do eterno e do novo, aparentemente impossível, realiza-se pelos e para os humanos.

Eis porque é tão difícil e desafiador trabalhar em jornal. Não pode ser assimilado por todos, mas somente por alguns. Porque não é atividade de vendedor, mas de artista.  Os pensadores sustentam que arte é advento – um vir a ser do que nunca antes existiu – como promessa infinita de acontecimento – as obras dos artistas..

Creio que é uma descoberta interior, antes de ser um exercício exterior, uma atividade para dentro antes de ser para fora.

A arte de fazer jornal e vender exige construção pessoal antes de ser de convencimento para os outros. É querer tanto uma formação sólida como uma informação segura para si, para então compartilhar com os outros.

Se você não gosta de ler, não deseja uma base de formação e uma procura de informação consistente, a atividade da lida com jornal será um sacrifício insuportável.

Certa ocasião, meu pai disse que “problemas são aquelas coisas difíceis que vemos quando tiramos nossa visão do objetivo e seguimos sem fé e entusiasmo para cumprir uma missão”.  Meu pai sempre fez questão de entregar a Carta a Garcia, removendo quantas montanhas forem necessárias.

Acredito em diversas forças prejudicando o nosso crescimento. O medo de tudo é paralisante. Talvez por isso Mark Twain tenha dito:

- Coragem é resistência ao medo, domínio do medo e não ausência do medo.

A incerteza interior, na própria capacidade, na própria decisão, na preocupação com o que o outro vai pensar e achar, tudo isso reduz nossa coragem. Mas na verdade, o que pode realmente fazer a diferença está em “usar os talentos recebidos de Deus”.

- A oração certa para ser vivida é : “Quero usar todos os talentos que Deus me deu”.

Estou convencido de que a velocidade tecnológica não significa rapidez humana. Também não vejo o crescimento econômico como sinal de evolução cultural. Tecnologia e economia podem avançar num ritmo diferente da mudança cultural. Vale para uma pessoa como para toda uma coletividade. O PIB per capita pode crescer, sem necessariamente avanço no produto intelectual , que permanece bruto.

Você pode nem querer tentar. Ou tentar um pouco e desistir. O importante, porém é aprender sempre e nunca abandonar seus talentos e sonhos para encontrar a felicidade.

 

Carinhosamente, Paz e Bem. 

 

 

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