O CANDIDATO
Como ser
um eleitor coerente, ético e democrático na hora decisiva.
O ato de votar é “contratar”
um servidor público para execução de ações coletivas, conforme tem ensinado o
Tribunal Superior Eleitoral em campanha em rádio e TV. O eleitor barretense –
entretanto – está correndo o risco de “oferecer” autorização para estar a
serviço do político. Eis a grande diferença nas eleições de 2006. Ao invés de
contratar um servidor público, o barretense pode estar passando procuração de
servir o eleito, ser massa da manobra, ser instrumento de defesa de interesses
pessoais.
Como acreditar na
possibilidade de um candidato ser eleito para defesa da saúde, quando ocupando
cargo público vetou verba para a Santa Casa a fundo perdido?
- As palavras não confirmam
as promessas eleitorais.
Como acreditar na
possibilidade de viabilizar projetos de desenvolvimento da cidade, se tem vetado
por influência política qualquer tipo de repasse de verbas e atendimento de
reivindicações barretenses em Brasília e São Paulo?
A política é a arte do bem
comum. Votar é exercitar a arte da escolha, pensando globalmente, mas agindo
localmente. Pensando em todos, mas assumindo a responsabilidade individual. Não
existe voto em trânsito e nem por procuração.
O candidato tem o “direito”
de mentir, de sonegar, de fugir e de omitir. A tarefa do eleitor é exatamente o
“dever” de identificar o mentiroso, o falso, o fujão e o omisso.
Não deixa de ser uma missão
difícil. O político profissional desenvolveu todas as técnicas de marketing, de
cinismo e enganação. Nunca fala a verdade e tem o dom de iludir. Aparenta
inocência e até ingenuidade durante a campanha, para revelar sua malícia e
egoísmo, seu veneno e tirania em cada mandato.
O candidato profissional sabe
que “feio é perder” e não mede conseqüências para atingir o objetivo. Não tem
ética e a única moral é o poder. Nem a justiça segura seu ímpeto “lutador” para
impor seu curral eleitoral. Nenhuma promessa precisa ser cumprida, nenhum
compromisso precisa ser executado, porque é o coletivo a serviço do indivíduo e
não o contrário.
Para certos candidatos, o
prazer de ser votado é o grande incentivo para o mal. O alerta a todos os
eleitores é justamente o prazer de votar como grande incentivo ao bem comum.