A DÉCADA DE 30
O período de
1930 a
1940 ajuda a entender desenvolvimento cultural, econômico e social barretense
até hoje, assim como oferece subsídios para “um salto no futuro”.
A revolução de 32 afetou o
“civismo paulista” e provocou mudanças barretenses. Porque uma cidade “fundada
por mineiro” iniciou a década de 30 no clima da revolução de Getúlio Vargas e
levou a luta constitucionalista de julho de 32.
A educação na década de 30
foi marcada pela chegada do professor Antonio Augusto Reis Neves, fundador do
Ginásio Municipal em 31, e da madre Júlia Casier, comandando o Ginásio Santo
André para mulheres.
A economia teve profunda
transformação, baseada no impulso agropecuário e industrial, a partir da guerra
da Abissínia, em 35.
A Estrela D´Oriente surgiu em
1º de janeiro de 36. O Rotary Clube também nasceu em 36. Com a eleição do
primeiro presidente Gastão de Castro Leite, em 20 de março de 36, aparece a
ACIB. O Aero Clube apareceu em 7 de fevereiro de 39.
A política da década de 30
retrata as mudanças, transformações e influências externas e internas no
processo de desenvolvimento. Riolando Prado deixou o executivo em 30, começando
então da “dança das cadeiras”. Jerônimo Barcelos ficou de outubro de 30 a abril
de 31. Na seqüência, Delcides de Carvalho, René Penna, Aníbal Salgado, Carmelo
Guagliano, Hely de Souza Nogueira, Jerônimo Barcelos, Nestor Biazon, José
Jacintho Sobrinho, Urbano de Brito, novamente Jerônimo Barcelos e Fábio
Junqueira Franco.
A década de 30 marcou o
nascimento dos principais radialistas barretenses: José Vicente Dias Leme, em
31, Monteiro Filho e Luiz Aguiar, em 38, Luiz Carlos Fabrini, Marco Antonio
Siqueira de Mattos e Joel Waldo Dal Moro. A década teve ainda o nascimento do
ator Luiz Carlos Arutim, em 19 de janeiro de 33. Em setembro de 36, renasceu em
sua segunda fase o Correio de Barretos.
Assim como fez Ruy Menezes
descrevendo a história do desenvolvimento cultural de Barretos através do livro
“Espiral”, um olhar atento as marcas provocadas pelos acontecimentos da década
de 30 pode oferecer melhor “entendimento” do sistema de crescimento social e
econômico. Entender a história, não para repetição, mas para impulsionar a
construção do hoje e do amanhã, com uma visão crítica, democrática e fraterna.