O Diário de Barretos nasceu no dia 1o. de abril de 1969, com o lema: "no dia da mentira, uma grande verdade". O jornal surgiu por inspiração da Reportagem que não Pára, uma equipe de idealistas formada em 20 de junho de 55, na Rádio Barretos, sob direção de José Vicente Dias Leme. Após trajetória vencedora em emissoras de rádio, inclusive em Campinas e São Paulo, o grupo incentivou o jornalista João Monteiro de Barros Filho a lançar o Diário de Barretos.


Os otimistas deram 6 meses para o diário fechar. Os pessimistas falaram em 3 meses. Ninguém acreditava que em terra de boiadeiro, mentalidade bovina, um jornal diário pudesse ter vida longa - conta o fundador.


Quem foi o grande colaborador para o nascimento de O Diário?
Uma equipe de experientes jornalistas e gráficos foi montada para dar vida ao projeto. Para assegurar o emprego, alguns profissionais foram registrados na Rádio Piratininga, garantindo assim o salário, caso o jornal realmente não vingasse. O braço direito do jornalista Monteiro Filho no processo de instalação foi o jornalista Joel Waldo Dal Moro.
Barretense nato, Joel Waldo Dal Moro nasceu no dia 5 de julho de 1937. Estreou no rádio integrando a primeira equipe da Reportagem que não Pára. Foi membro da equipe esportiva da Rádio Tupi. Foi integrante do clube Os Independentes e vereador. Em 1o. de abril, comandava a redação de O Diário. Faleceu no dia 6 de dezembro de 81.


Como foi a trajetória de O Diário?
Frederico Toppmeir foi o orientador técnico do projeto gráfico de O Diário. Ligado a Barretos por laços familiares, colaborou na montagem da estrutura do jornal. Na área editorial, Antonio de Jesus Buck, Antonio Paulo Flosi e Moacir Prestes de Vasconcelos foram importantes auxiliares durante diferentes fases do jornal. Antonio Buck faleceu pouco depois da instalação de O Diário, em agosto de 70. Em 72, o jornalista Monteiro Filho deixou a direção do jornal para ser candidato a prefeito. Ficou em 2o. lugar na eleição e retornou a direção do jornal. Em 73, com a chegada de dom José de Mattos Pereira, O Diário ganhou novo impulso e uma visão mais social. Na década de 80, com o falecimento de Joel Waldo e o ingresso dos irmãos Monteiro Neto e Luiz Antonio Monteiro na empresa, o jornal ganhou novo impulso e equipamentos. Na década de 90, o parque gráfico deixou o prédio Tedesco na avenida 17 e foi para o Centro de Informações e Cultura dom José de Mattos Pereira, na avenida 9 com a 02, junto a Praça Joel Waldo número 1. Entrou no novo milênio com nova paginação, edições ampliadas e coloridas.
Como foi desenvolvido o projeto do jornal ao longo de seus 34 anos?
Se existe um projeto utópico e visionário, ao mesmo tempo simples e consistente, a proposta que contém os ingredientes básicos é aquela que vem sendo desenvolvida em Barretos pelo jornal O Diário. Como expressão da cultura barretense, o jornal perseguiu um conjunto de objetivos de valorização da informação e da formação. As metas são traçadas com coragem, vontade e esperança, seguindo ideologia bem elaborada pelo jornalista e fundador, João Monteiro de Barros Filho, e que recebeu bases cristãs por influência de dom José de Mattos Pereira e dom Antonio Maria Mucciolo. Com espírito multidisciplinar, O Diário acumulou condições técnicas, operacionais e autoridade crítica para "atender às necessidades do cidadão barretense", lutando pela democracia, defendendo a justiça e a liberdade, alimentando a paz.


Qual a contribuição de O Diário para a comunicação e a imprensa?
Foi a partir de O Diário, fazendo coro com a Independente AM, que a organização Monteiro de Barros desenvolveu seu projeto de comunicação social. Foram instaladas as emissoras Sistema FM, Independente FM e Colina FM. A Rádio Barretos AM também foi incorporada a organização. Em 20 de junho de 1995, o jornalista Monteiro Filho ingressou no sistema de televisão. Ao completar 40 anos na radiodifusão, completou o sonho de instalar uma rede de TV dedicada à família brasileira. A criação da Rede Vida de Televisão foi viabilizada a partir do canal 11 de São José do Rio Preto. Repetidoras em capitais brasileiras e em cidades do interior do país continuam consolidando, ainda hoje, o projeto da Rede Vida de Televisão, o canal da família.