|
A VIDA DE
SANTA BAKHITA
Imagem de Santa
Bakhita veio especialmente da Itália e está guardada no Educandário
Sagrados Corações, setor feminino, na rua 6.
Oração de Santa
Bakhita
Oh Santa Josefina
Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons
e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós.
Intercede junto ao
Senhor para que cresçamos no Seu amor a todas as criaturas humanas,
sem distinção de raça, de cor, de situação social.
Que pratiquemos
sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da
humildade, de castidade e de obediência.
Pede, agora, ao Pai
do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (
indicar aqui o pedido). ´
Amém.
Fique Sabendo
Bakhita não é o
nome recebido de seus pais no Sudão.
Por causa do grande
susto, quando raptada em 1876, esqueceu o próprio nome.
Bakhita significa
“afortunada”, sendo o nome dado por seus raptores.
VIDA DE JOSEFINA
BAKHITA (1869-1947)
(documento oficial
divulgado pelo Vaticano)
Religiosa sudanesa
da Congregação das Filhas da Caridade (Canossianas)
Irmã Josefina
Bakhita nasceu no Sudão (África), em 1869 e morreu em Schio (Vicenza-Itália)
em 1947.
Flor africana, que
conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente
à graça junto das Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália.
A irmã morena
Em Schio, onde
viveu por muitos anos, todos ainda a chamam«a nossa Irmã Morena».
O processo para a
causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia 1
de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade
das suas virtudes.
A Providência
Divina que «cuida das flores do campo e dos pássaros do céu», guiou
esta escrava sudanesa, através de inumeráveis e indizíveis
sofrimentos, à liberdade humana e àquela da fé, até a consagração de
toda a sua vida a Deus, para o advento do Reino.
Na escravidão
Bakhita não é o
nome recebido de seus pais ao nascer. O susto provado no dia em que
foi raptada, provocou-lhe alguns profundos lapsos de memória. A
terrível experiência a fizera esquecer também o próprio nome.
Bakhita, que
significa «afortunada», é o nome que lhe foi imposto por seus
raptores.
Vendida e comprada
várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, conheceu as
humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão.
Rumo à liberdade
Na capital do
Sudão, Bakhita foi, finalmente, comprada por um Cônsul italiano, o
senhor Calixto Legnani. Pela primeira vez, desde o dia em que fora
raptada, percebeu com agradável surpresa, que ninguém usava o chicote
ao lhe dar ordens mas, ao contrário, era tratada com maneiras afáveis
e cordiais. Na casa do Cônsul, Bakhita encontrou serenidade, carinho e
momentos de alegria, ainda que sempre velados pela saudade de sua
própria família, talvez perdida para sempre.
Situações políticas
obrigaram o Cônsul a partir para a Itália. Bakhita pediu-lhe que a
levasse consigo e foi atendida. Com eles partiu também um amigo do
Cônsul, o senhor Augusto Michieli.
Na Itália
Chegados em Gênova,
o Sr. Legnani, pressionado pelos pedidos da esposa do Sr. Michieli,
concordou que Bakhita fosse morar com eles. Assim ela seguiu a nova
família para a residência de Zeniago (Veneza) e, quando nasceu Mimina,
a filhinha do casal, Bakhita se tornou para ela babá e amiga.
A compra e a
administração de um grande hotel em Suakin, no Mar Vermelho, obrigaram
a esposa do Sr. Michieli, dona Maria Turina, a transferir-se para lá,
a fim de ajudar o marido no desempenho dos vários trabalhos.
Entretanto, a conselho de seu administrador, Iluminado Checchini, a
criança e Bakhita foram confiadas às Irmãs Canossianas do Instituto
dos Catecúmenos de Veneza. E foi aqui que, a seu pedido, Bakhita, veio
a conhecer aquele Deus que desde pequena ela «sentia no coração, sem
saber quem Ele era».
«Vendo o sol, a lua
e as estrelas, dizia comigo mesma: Quem é o Patrão dessas coisas tão
bonitas? E sentia uma vontade imensa de vê-Lo, conhecê-Lo e
prestar-lhe homenagem».
Filha de Deus
Depois de alguns
meses de catecumenato, Bakhita recebeu os Sacramentos de Iniciação
Cristã e o novo nome de Josefina. Era o dia 9 de janeiro de 1890.
Naquele dia não sabia como exprimir a sua alegria. Os seus olhos
grandes e expressivos brilhavam revelando uma intensa comoção. Desse
dia em diante, era fácil vê-la beijar a pia batismal e dizer: «Aqui me
tornei filha de Deus!».
Cada novo dia a
tornava sempre mais consciente de como aquele Deus, que agora conhecia
e amava, a havia conduzido a Si por caminhos misteriosos, segurando-a
pela mão.
Quando dona Maria
Turina retornou da África para buscar a filha e Bakhita, esta, com
firme decisão e coragem fora do comum, manifestou a sua vontade de
permanecer com as Irmãs Canossianas e servir aquele Deus que lhe havia
dado tantas provas do seu amor.
A jovem africana,
agora maior de idade, gozava de sua liberdade de ação que a lei
italiana lhe assegurava.
Filha de Madalena
Bakhita continuou
no Catecumenato onde sentiu com muita clareza o chamado para se tornar
religiosa e doar-se totalmente ao Senhor, no Instituto de Santa
Madalena de Canossa.
A 8 de dezembro de
1896, Josefina Bakhita se consagrava para sempre ao seu Deus, que ela
chamava com carinho «el me Paron!».
Por mais de 50
anos, esta humilde Filha da Caridade, verdadeira testemunha do amor de
Deus, dedicou-se às diversas ocupações na casa de Schio.
De fato, ela foi
cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e
porteira. Quando se dedicou a este último serviço, as suas mãos
pousavam docemente sobre a cabecinha das crianças que, diariamente,
freqüentavam as escolas do Instituto. A sua voz amável, que tinha a
inflexão das nênias e das cantigas da sua terra, chegava prazerosa aos
pequeninos, reconfortante aos pobres e doentes e encorajadoras a todos
os que vinham bater à porta do Instituto.
Testemunha do
Amor
A sua humildade, a
sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de
todos os habitantes de Schio. As Irmãs a estimavam pela sua
inalterável afabilidade, pela fineza da sua bondade e pelo seu
profundo desejo de tornar Jesus conhecido.
«Sede bons, amai a
Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se, soubésseis que grande
graça é conhecer a Deus!».
Chegou a velhice,
chegou a doença longa e dolorosa, mas a Irmã Bakhita continuou a
oferecer o seu testemunho de fé, de bondade e de esperança cristã. A
quem a visitava e lhe perguntava como se sentia, respondia sorridente:
«Como o Patrão quer».
A última prova
Na agonia reviveu
os terríveis anos de sua escravidão e vária vezes suplicava à
enfermeira que a assistia: «Solta-me as correntes ... pesam muito!».
Foi Maria
Santíssima que a livrou de todos os sofrimentos. Assuas últimas
palavras foram: «Nossa Senhora! Nossa Senhora!», enquanto o seu último
sorriso testemunhava o encontro com a Mãe de Jesus.
Irmã Bakhita
faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, na Casa de Schio, rodeada pela
comunidade em pranto e em oração. Uma multidão acorreu logo à casa do
Instituto para ver pela última vez a sua «Santa Irmã Morena», e
pedir-lhe a sua proteção lá do céu. Muitas são as graças alcançadas
por sua intercessão. |