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A capela de Santa Bakhita ficou lotada de fieis na missa de quarta-feira de cinzas, na abertura da Campanha da Fraternidade 2009. O padre Deonízio Helki fez a distribuição das cinzas após a celebração. O jornalista Monteiro Filho, fundador da Rede Vida, participou da cerimônia.
Durante o sermão de quarta-feira de cinzas, dia 25 na Capela de Santa Bakhita, o padre Antonio Borges, destacou que a quaresma é um chamado à conversão e a crer no evangelho. A quaresma reforça no cristão a abertura para a penitência e o arrependimento, acrescentou o sacerdote. O padre Antonio destacou ainda que é preciso ver em Cristo o nosso guia.
A professora Mirka Costa foi a leiga pregadora da abertura da quaresma na capela de Santa Bakhita. A educadora falou antes da celebração da missa do meio dia. Mirka Costa explicou a origem das cinzas e sua ligação com o domingo de Ramos. Na reflexão, a professora lembrou que a quaresma é um período de purificação e que permite rever atitudes para “então caminhar com o Senhor”.
Formada em administração de empresa, diretora de O Diário, vice-presidente da Creche dom José de Mattos Pereira e conselheira municipal da área social, Mariana Monteiro Benesi participou da missa do meio dia na Capela de Santa Bakhita. “Amei a capela. Tudo muito bonito e acolhedor”, declarou. Catequista na paróquia da Catedral, Mariana Monteiro Benesi recebeu convite para fazer a meditação na missa do próximo dia 4 de março, ao meio dia, abordando o tema “comunhão”.
O padre Deonízio Helko confirmou celebração de missa de abertura da quaresma – quarta-feira de cinzas – na capela de Santa Bakhita. A missa esta marcada para quarta-feira, dia 25, às 12 horas. A capela quer fixar a celebração de missa toda quarta-feira ao meio dia, reunido os católicos da comunidade e de toda a cidade.
A professora Mirka Costa aceitou convite do padre Deonízio Helko para falar sobre o tema Cinzas, em reflexão católico após a missa do dia 25, quarta-feira, ao meio dia, na capela de Santa Bakhita. A professora faz parte da equipe de marketing da capela, figurando inclusive na tela produzida pelo artista plástico Dado Stuart.
O fundador da Rede Vida, o Canal da Família, jornalista Monteiro Filho, participou da celebração da santa missa de quarta-feira, na capela de Santa Bakhita. O jornalista elogiou o padre Deonízio Helki e saudou toda comunidade, enfatizando o empenho para edificação da capela. Em sua opinião, a capela tem características de acolhimento e aprofundamento na fé. Monteiro Filho serviu de modelo para a pintura do Presépio com Santa Bakhita, introduzido na capela com autorização do bispo diocesano dom Edmilson Caetano.
Um novo horário de missa está sendo proposta pelo padre Deonízio Helki para a Capela de Santa Bakhita. A celebração ao meio dia foi experimentada com sucesso dia 10 de fevereiro, reunindo as equipes de construção e marketing. O artista plástico Dado Stuart esteve presente, assim como vários jornalistas e radialista. Luciana Bandeira, devota da Santa e assessora no Centro de Informação e Cultura dom José de Mattos, participou da celebração.
O desaparecimento do barretense Marcelo Fortes Junqueira em 4 de fevereiro de 2001 foi lembrado durante missa na Capela de Santa Bakhita. Os fieis rezaram para que uma noticia do barretense possa surgir após 8 anos sem nenhuma informação precisa. A mãe de Marcelo – Fátima Junqueira – participou da santa missa, celebrada dia 10, às 12 horas, na capela de Santa Bakhita.
Com reportagem especial de Giovana Leonardi, a Rede Vida apresentou na quarta-feira, durante o programa JCTV, uma reportagem especial sobre a inauguração da Capela de Santa Bakhita em Barretos. A matéria foi apresentada também no dia 12, quinta-feira, ao meio dia, durante o programa comandado por Luciana Martins.
O Jornal A Cidade de Ribeirão Preto publicou na sua edição de quinta-feira, dia 12, reportagem com Geraldo Rodrigues, o Dado Stuart, explicando o quadro O presépio de Bakhita. O artista destacou a presença dos bispos na tela como pastores, assim como o prefeito Emanoel Carvalho, o jornalista Monteiro Filho e o fotografo Tininho, que serviram de modelos para o trabalho. Dora de Oliveira foi também citada na matéria, por ter representado a madre morena para a pintura.
O arcebispo emérito de Botucatu e presidente do Inbrac-Rede Vida, dom Antonio Maria Mucciolo, anunciou visita a Barretos no dia 27 de fevereiro. Ex-bispo de Barretos, dom Antonio Mucciolo pretende celebrar missa na Capela de Santa Bakhita, conhecer o quadro de Geraldo Rodrigues, visitando ainda o HC da Fundação Pio XII e a Cidade de Maria.
O jornalista Monteiro Neto, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã, levou a esposa Eloísa e a filha Helena para acompanhar a missa de inauguração da Capela de Santa Bakhita, domingo, dia 8 de fevereiro. Diretor responsável pelo jornal O Diário de Barretos, Monteiro Neto elogiou o trabalho da comunidade e do padre Deonízio para edificação da Capela de Santa Bakhita em Barretos.
O padre Deonízio Helki manifestou alegria com a participação popular na festa de inauguração da Capela de Santa Bakhita, dia 8 de fevereiro. O sacerdote revelou que a capela vai inclusive receber em doação uma “relíquia de Santa Bakhita”. Em junho, a capela de Bakhita passa a fazer parte da Paróquia de Santo Antonio da diocese de Barretos.
A missa de inauguração da capela de Santa Bakhita de Barretos foi presidida por dom Edmilson Amador Caetano. Vários sacerdotes concelebração a santa missa, realizada dia 8 de fevereiro, inclusive os padres Deonízio Helki, Deusmar Jesus, Sérgio e André Bortolameotti. Antes da missa, o bispo participou da procissão com a imagem de Santa Bakhita.
O coordenador do trabalho de construção da Capela de Santa Bakhita em Barretos, Luis Alfredo Souza Santos, foi homenageado pela imprensa barretense. Durante o programa O Repórter Sabe Tudo, na Independente AM, Luiz Alfredo recebeu o diploma de Nome da Semana. “Eu não esperava. Foi uma surpresa”, disse o coordenador.
Durante a celebração da missa de inauguração da Capela de Santa Bakhita, o bispo diocesano dom Edmilson Caetano fez uma explicação sobre a tela do artista plástico Dado Stuart. Os três reis magos foram representados na tela pelo prefeito Emanoel Carvalho, o jornalista Monteiro Filho e o fotografo Wanderlei dos Santos.
O padre Deonízio e a irmã Paulina receberam “lembranças” da comunidade de Santa Bakhita, durante a cerimônia de inauguração da capela, domingo. Após a celebração presidida por dom Edmilson Caetano, a comunidade promoveu quermesse festiva e entregou os mimos ao padre e à religiosa.
A inauguração da capela de Santa Bakhita teve cobertura da equipe de reportagens da Rede Vida, o Canal da Família. A jornalista Giovana Leonardi acompanhou toda a cerimônia, realizada domingo, dia 8 de fevereiro. O jornalista Monteiro Neto, vice-presidente do Inbrac, prestigiou a solenidade.
O padre Deusmar Jesus, da Paróquia da Catedral, historiou a formação da comunidade de Santa Bakhita, incluindo a construção da nova capela. O sacerdote disse que foi com aprovação do padre César Luzio que iniciou o movimento, fazendo a compra do terreno na Rua Francisco de Assis Martins. Mais tarde, o empresário Nilson Barroso doou a área onde será construído o Centro Comunitário. “Foi um sonho que se torna realidade”, disse o padre Deusmar durante o sermão da missa de abertura do tríduo, quinta-feira. A inauguração da capela de Santa Bakhita acontece neste domingo, às 18h30.
- Vinha agradecer a aprovação no vestibular para Administração da USP, em Ribeirão Preto – disse a estudante barretense Caroline Miziara. A jovem participou da 1ª. Missa do Tríduo de Inauguração da Capela de Santa Bakhita, celebrada dia 5 de fevereiro, pelo padre Deusmar Jesus. “Vim rezar para agradecer”, disse a nova universitária, ao lado de sua mãe Maria Flávia Miziara. - Deus seja louvado! – disse um devoto. - Amém – respondeu Caroline Miziara.
O padre Deusmar Jesus, da Paróquia da Catedral, disse durante missa na capela de Santa Bakhita que a canonização feita pelo papa João Paulo II tem significado para todos. “Bakhita foi escrava e várias vezes vendida até encontrar a Deus. Então saiu da escravidão espiritual para ser modelo de fé”, disse o sacerdote. - O sonho que se sonha só é apenas sonho. Mas um sonho que se sonha em conjunto é realidade – disse o padre, ressaltando o esforço da comunidade para construção da capela de Santa Bakhita em Barretos.
O padre Deonízio Helki agradeceu a todos os pedreiros, pintores e eletricistas que participaram das obras finais da capela de Santa Bakhita. O artista Dado Stuart fez a pintura das portas, em tom de madeira. O artista é também o autor do quadro do Presépio de Santa Bakhita, que será inaugurado neste domingo, as 18h30, por dom Edmilson Caetano.
O refrão de uma canção para exaltar Santa Bakhita tem sido lembrada para as comemorações de 8 de fevereiro. A letra diz: “Bakhita, filha da África, damos graças a Deus pela tua vida. Que é luminosa como uma estrela E mostra o caminho a toda África Bakhita, filha do mundo inteiro”.
O arcebispo de Cartum, dom Gabriel Zubier Waco, durante a visita de João Paulo II ao Sudão, disse que há uma razão precisa para que a primeira santa sudanesa se chame Bakhita-Afortunada”. - Bakhita sois vós, refugiados, oprimidos, exaustos e sem teto. Bakhita sois vós, vítimas da exploração e da injustiça, da discriminação e da perseguição. O amor e a solicitude de Deus vos cercam – destacou. O arcebispo enfatizou que Bakhita rezou por vós e Deus vos perdoou.
A partir desta quinta-feira, uma série de eventos marca a inauguração da capela de Santa Bakhita em Barretos. No dia 5, missa festiva campal às 19h30. Nos dias 6 e 7, missa e realização de quermesse. A comissão de construção conseguiu camisetas com a imagem de Bakhita para comercialização. A renda será toda destinada à manutenção da capela. A inauguração oficial está marcada para o dia 8 de fevereiro – festa canônica de Santa Bakhita.
O bispo diocesano dom Edmilson Amador Caetano preside a cerimônia de inauguração da Capela de Santa Bakhita, dia 8 de fevereiro, às 18 horas. A missa campal será realizada na rua Francisco de Assis Martins com a presença de sacerdotes, religiosas e comunidade. O Tríduo em louvor e ação de graça tem início no dia 5 de fevereiro, às 19h30.
A tela do Presépio pelo olhar de Santa Bakhita, idealizado pelo pintor Geraldo Rodrigues, o Dado Stuart, está concluído. Os reis magos são representados pelos jornalistas Monteiro Filho e Tininho Santos e pelo prefeito Emanoel Carvalho. “Acho que é o meu quadro mais importante”, disse o artista barretense. A tela será introduzida na Capela de Santa Bakhita no dia 8 de fevereiro.
Uma série de missas festivas está agendada pelo padre Deonízio Helki para fevereiro. A primeira acontece dia 5 de fevereiro, às 19h30, abrindo o tríduo festivo em comemoração a inauguração da capela. Dias 6 e 7, as missas também serão às 19h30. No dia 8, missa solene com dom Edmilson Caetano, às 18 horas. No dia 10, missa para a comissão de construção e colaboradores da obra, às 12 horas. No dia 13, às 19h30, missa para toda comunidade, às 19h30.
O padre Federico Lombadi anunciou o “nascimento de um novo canal vaticano em You Tube, através do qual se difundirá vídeo-notícias”. O projeto inicial prevê transmissões em inglês, espanhol, alemão e italiano com informações das atividades do papa e dos eventos do Vaticano, com duração não superior a dois minutos e que se atualizará cotidianamente – uma ou duas notícias por dia.
Uma reportagem especial sobre a crescente devoção a Santa Bakhita apresentada em rede nacional pelo Canal da Família. A Rede Vida mostrou entrevista com o padre Deonísio Helki e equipe de construção da capela de Santa Bakhita em Barretos. A reportagem foi feita pela universitária de jornalismo, Jaqueline Nunes, com imagens de Toninho Messias.
Utilizando personagens barretenses para representar a cena do presépio observada por Santa Bakhita, a tela do artista Geraldo Rodrigues – o Dado Stuart – está pronto. O trabalho será introduzido na Capela de Santa Bakhita em Barretos, durante a festa da padroeira, dia 8 de fevereiro.
O bispo diocesano dom Edmilson Amador Caetano celebrou missa em ação de graças para jornalistas, escritores e comunicadores barretenses. A celebração aconteceu na igreja de Nossa Senhora do Rosário, no sábado, dia 24, festa de São Francisco de Sales. O bispo lembrou a responsabilidade dos comunicadores para a “verdade e a ética”.
O padre Deonízio Helko – responsável pelas obras de construção da igreja de Santo Antonio e da capela santuário de Bakhita – perdeu seu irmão Carlos, a irmã Natalia e a sobrinha Gabriela em acidente dia 18 de dezembro, próximo a Pitanga, no interior do Paraná. O sacerdote viajou para sua cidade para consolar seus pais e parentes, celebrando missa.
O secretário de Obras, Edson Marcondes, visitou a Capela de Santa Bakhita, na rua Francisco de Assis Martins, em Barretos. O assessor confirmou a promessa do prefeito reeleito Emanoel Carvalho de pavimentar a via pública em 2009. Edson Marcondes atendeu pedido ainda para fazer a limpeza da rua para as celebrações de natal e ano novo.
A missa em ação de graças pelo Natal 2008 dos funcionários da Organização Monteiro de Barros foi celebrada dia 23 de dezembro, ao meio dia, na Capela Santuário de Bakhita. A missão foi presidida pelo bispo dom Edmilson Amador Caetano e concelebrada pelo padre Ronaldo. Os diretores Monteiro Neto e Luiz Antonio Monteiro participaram da celebração com os funcionários da OMB.
Em reunião presidida por dom Antonio Maria Mucciolo, arcebispo emérito de Botucatu, foi apresentada a agenda de eventos de 2009. A pauta incluiu cobertura pela Rede Vida da inauguração da Capela de Santa Bakhita, dia 8 de fevereiro, em Barretos. Foi aprovada ainda cobertura para a festa dos 80 anos de criação da Diocese de Rio Preto, dia 25 de janeiro, e a posse do novo arcebispo de Botucatu, dom Maurício Grotto, dia 15 de fevereiro de 2009.
Os membros da Reportagem que Não Pára estão pedindo ao padre Deonízio Helki a celebração de uma missa em ação de graças por 2008. Os comunicadores querem agradecer a Deus o trabalho realizado durante o ano e a proteção divina para a missão na mídia em 2009. A data da celebração depende da agenda do sacerdote e disponibilidade na capela da Bakhita, ainda em obras.
A renúncia de dom Antonio Gaspar e a nomeação de dom Edmilson Amador Caetano foi o principal acontecimento da igreja católica na diocese de Barretos em 2008. A retrospectiva mostra ainda a mudança no episcopado brasileiro.
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
Ao ser entrevistada pela Rádio Vaticano, após a canonização, Eva Onishi respondeu porque foi escolhida para ser instrumento da canonização de Santa Bakhita. A resposta é simples: Deus nos ama a todos de forma perfeita, sem discriminação, porém olhando sempre com predileção e carinho pelos mais pobres e simples, por isso, escolheu Eva Onishi porque ela é capaz de sentir e dizer coisas como: - Eu não tive medo, porque a Bakhita toma conta de mim – disse. Eva Onishi afirmou ainda, com forte espiritualidade e fé, citando Bakhita: - Quem confia em Deus, trata Deus como Deus.
A primeira missa após a canonização de Bakhita foi celebrada no dia 2 de outubro na Igreja de Santa Maria Maior – uma das 4 maiores basílicas de Roma, dedicada a Nossa Senhora. A celebração foi presidida pelo arcebispo de Cartum, dom Gabriel Zubeir Wako e concelebrada por outros arcebispos, bispos e sacerdotes. A brasileira Eva da Costa Onishi – beneficiada com o milagre que viabilizou a canonização – e o bispo de Santos, Dom Jacyr Francisco Braido, estiveram presentes.
A mensagem do papa Bento XVI para o 95º. Dia Mundial do Migrante e do Refugiado – 18 de janeiro de 2009 – é a seguinte:
São Paulo migrante, ‘Apóstolo das gentes’ Caros irmãos e irmãs, Este ano, a Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem como tema: «São Paulo migrante, ‘Apóstolo das gentes’», e inspira-se na feliz coincidência do Ano jubilar por mim proclamado em honra do Apóstolo por ocasião do bimilénio do seu nascimento. A pregação e a obra de mediação entre as diversas culturas e o Evangelho, levadas a cabo por Paulo, «migrante por vocação», constituem com efeito um ponto de referência significativo também para aquele que se encontra empenhado no movimento migratório contemporâneo. Tendo nascido de uma família de judeus emigrados para Tarso da Cilícia, Saulo foi educado na língua e na cultura hebraica e helenista, valorizando o contexto cultural romano. Depois que, no caminho de Damasco, teve lugar o seu encontro com Cristo (cf. Gl 1, 13-16) ele, mesmo sem renegar as suas «tradições» e nutrindo estima e gratidão pelo judaísmo e pela Lei (cf. Rm 9, 1-5; 10, 1; 2 Cor 11, 22; Gl 1, 13-14; Fl 3, 3-6), sem hesitações nem vacilações, dedicou-se à nova missão com coragem e entusiasmo, dócil ao mandato do Senhor: «Hei-de enviar-te aos pagãos, lá ao longe» (Act 22, 21). A sua existência mudou radicalmente (cf. Fl 3, 7-11): para ele, Jesus tornou-se a razão de ser e o motivo inspirador do compromisso apostólico ao serviço do Evangelho. De perseguidor dos cristãos, transformou-se em apóstolo de Cristo. Guiado pelo Espírito Santo, prodigalizou-se sem reservas para que fosse anunciado a todos, sem distinção de nacionalidade e de cultura, o Evangelho que é «poder de Deus para a salvação de todos os fiéis, em primeiro lugar do judeu e depois do grego» (Rm 1, 16). Nas suas viagens apostólicas, não obstante as reiteradas oposições, proclamava primeiro o Evangelho nas sinagogas, chamando a atenção sobretudo dos seus compatriotas na diáspora (cf. Act 18, 4-6). Se eles o rejeitavam, dirigia-se aos pagãos, fazendo-se autêntico «missionário dos migrantes», ele mesmo migrante e embaixador itinerante de Jesus Cristo, para convidar todas as pessoas a tornarem-se, no Filho de Deus, «novas criaturas» (2 Cor 5, 17). A proclamação do querigma fez-lhe singrar os mares do Próximo Oriente e percorrer as estradas da Europa, até chegar a Roma. Partiu de Antioquia, onde o Evangelho foi anunciado a populações não pertencentes ao judaísmo, e os discípulos de Jesus pela primeira vez foram chamados «cristãos» (cf. Act 11, 20.26). A sua vida e a sua pregação foram inteiramente orientadas para fazer com que todos conhecessem e amassem Jesus, porque nele todos os povos são chamados a tornar-se um só povo.
Também no presente, na era da globalização, esta é a missão da Igreja e de todo o batizado; missão que, com atenta solicitude pastoral, se dirige também ao diversificado universo dos migrantes – estudantes fora da própria sede, imigrados, refugiados, prófugos e deslocados – incluindo aqueles que são vítimas das escravidões modernas, como por exemplo no tráfico dos seres humanos. Mesmo hoje, deve propor-se a mensagem da salvação com a mesma atitude do Apóstolo das nações, tendo em consideração as diversas situações sociais e culturais, e das particulares dificuldades de cada um em conseqüência da condição de migrante e de itinerante. Formulo os bons votos a fim de que cada comunidade cristã possa nutrir o mesmo fervor apostólico de São Paulo que, para anunciar a todos o amor salvífico do Pai (cf. Rm 8, 15-16; Gl 4, 6), em vista de «ganhar o maior número para Cristo» (1 Cor 9, 19), fez-se «fraco com os fracos... tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo o custo» (1 Cor 9, 22). O seu exemplo seja também para nós estímulo para nos fazermos solidários com estes nossos irmãos e irmãs e para promovermos, em toda a parte do mundo e com todos os meios, a convivência pacífica entre diferentes etnias, culturas e religiões. Mas qual era o segredo do Apóstolo das nações? O zelo missionário e a pujança do lutador, que o distinguiram, derivava do fato de que ele, «alcançado por Jesus Cristo» (Fl 3, 12), permaneceu tão intimamente unido a ele que se sentia partícipe da sua própria vida, através da «comunhão com os seus sofrimentos» (cf. Fl 3, 10; cf. também Rm 8, 17; 2 Cor 4, 8-12; Cl 1, 24). Eis a nascente do ardor apostólico de São Paulo, que narra: «Aprouve a Deus – que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim, para que O anunciasse entre os gentios» (Gl 1, 15-16; cf. também Rm 15, 15-16). Com Cristo, sentiu-se «co-crucificado», a ponto de poder afirmar: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!» (Gl 2, 20). E nenhuma dificuldade lhe impediu de continuar a sua intrépida ação evangelizadora em cidades cosmopolitas como Roma e Corinto que, naquela época, eram povoadas por uma vasta gama de etnias e de culturas. Lendo os Atos dos Apóstolos e as Cartas que Paulo dirigiu a vários destinatários, vislumbra-se um modelo de Igreja não exclusiva, mas sim aberta a todos, formada por crentes sem distinções de cultura e de raça: com efeito, cada um dos batizados é membro vivo do único Corpo de Cristo. Nesta perspectiva a solidariedade fraterna, que se traduz em gestos quotidianos de partilha, de co-participação e de solicitude jubilosa em relação aos outros, adquire um relevo singular. Todavia, não é possível realizar esta dimensão de recíproco acolhimento fraterno, ensina sempre São Paulo, sem a disponibilidade da escuta e da recepção da Palavra pregada e praticada (cf. Tt 1, 6), Palavra que impele todos à imitação de Cristo (cf. Ef 5, 1-2), na imitação do Apóstolo (cf. 1 Cor 11, 1). E por conseguinte, quanto mais a comunidade unida estiver a Cristo, tanto mais se tornará solícita em relação ao próximo, evitando o juízo, o desprezo e o escândalo, e abrindo-se ao acolhimento recíproco (cf. Rm 14, 1-3; 15, 7). Conformados com Cristo, os fiéis sentem-se «irmãos» nele, filhos do mesmo Pai (cf. Rm 8, 14-16; Gl 3, 26; 4, 6). Este tesouro de fraternidade torna-os «solícitos na hospitalidade» (Rm 12, 13), que é filha primogênita do ágape (cf. 1 Tm 3, 2; 5, 10; Tt 1, 8; Fm 17). Cumpre-se deste modo a promessa do Senhor: «Receber-vos-ei. Serei para vós um Pai e vós sereis para mim filhos e filhas» (2 Cor 6, 17-18). Se estivermos conscientes disto, como não sermos responsáveis por quantos, em particular entre refugiados e prófugos, se encontram em condições difíceis e incómodas? Como deixar de ir ao encontro das necessidades de quem é de fato mais fraco e indefeso, assinalado por precariedade e insegurança, marginalizado, muitas vezes excluído da sociedade? Deve-se prestar-lhes atenção prioritária porque, parafraseando um conhecido texto paulino, «Deus escolheu o que é louco segundo o mundo, para confundir os sábios; Deus escolheu o que é fraco segundo o mundo, para confundir o que é forte. Deus escolheu o que é vil e desprezível no mundo, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são. Assim, ninguém se vangloriará diante de Deus» (1 Cor 27-29). Queridos irmãos e irmãs, o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado a 18 de Janeiro de 2009, seja para todos um estímulo a viver em plenitude o amor fraterno sem quaisquer distinções e sem discriminações, na convicção de que o nosso próximo é quem quer que tenha necessidade de nós e a quem nós possamos ajudar (cf. Deus caritas est, 15). O ensinamento e o exemplo de São Paulo, humilde-grande Apóstolo e migrante, evangelizador de povos e culturas, nos leve a compreender que o exercício da caridade constitui o ápice e a síntese de toda a vida cristã. O mandamento do amor – sabemo-lo bem – alimenta-se quando os discípulos de Cristo participam unidos na mesa da Eucaristia que é, por excelência, o Sacramento da fraternidade e do amor. E como Jesus no Cenáculo, ao dom da Eucaristia uniu o novo mandamento do amor fraterno, assim os seus «amigos», seguindo os passos de Cristo que se fez «servo» da humanidade, e sustentados pela sua Graça, não podem deixar de se dedicar ao serviço recíproco, responsabilizando-se uns pelos outros segundo quanto o mesmo o próprio São Paulo recomenda: «Carregai os fardos uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo» (Gl 6, 2). Somente deste modo cresce o amor entre os fiéis e por todos (cf. 1 Ts 3, 12). Estimados irmãos e irmãs, não nos cansemos de proclamar e testemunhar esta «Boa Nova» com entusiasmo, sem medo e sem poupar energias! No amor está condenado toda a mensagem evangélica e os autênticos discípulos de Cristo reconhecem-se pelo seu amor mútuo e pelo seu acolhimento de todos. Que nos obtenha esta dádiva o Apóstolo Paulo e especialmente Maria, Mãe do acolhimento e do amor. Enquanto invoco a proteção divina sobre quantos estão comprometidos em ajudar os migrantes e, de modo mais geral, no vasto mundo da emigração, a cada um garanto uma recordação constante na oração e concedo afetuosamente a todos a Bênção apostólica. Castel Gandolfo, 24 de Agosto de 2008. BENEDICTUS PP. XVI
Se, com a beatificação, Bakhita se tornou um sinal evidente para a África, hoje, na Itália, muita gente considera que, com a canonização, a santa sudanesa pode se tornar modelo e sinal de esperança para os extra comunitários que vivem na Europa. A afirmação é do jornalista Roberto Ítalo Zanini, em sua obra Bakhita uma fascinante história de liberdade.- Bakhita pode realmente tornar-se ponto de referência e de estimulo. Por intermédio de Bakhita poder-se-ia , por exemplo, despertar nos sudaneses que estão na Europa a esperança, e a canonização é uma oportunidade preciosa que não se deve perder – afirmou o jornalista, citando o padre Paolo Serra.
A missa da comunidade de Santa Bakhita em dezembro está prevista para o dia 12 de dezembro, às 19h30. “Toda segunda sexta-feira de cada mês, a missa é celebrada na capela da Bakhita, apesar de ainda não ter sido inaugurada”, explicou o padre Deonízio Helki. O sacerdote definiu com o bispo diocesano dom Edmilson Amador Caetano que a inauguração da Capela de Santa Bakhita será dia 8 de fevereiro de 2009.
A acadêmica Karla Armani admitiu ter chegado atrasado na missa do dia da consciência negra porque “errei a localização da igreja”. Universitária de História, a barretense teve dificuldade de localizar a rua Francisco de Assis Martins, onde está sendo erguida a nova capela. “Eu só me lembrava que ficava próxima do Frigorífico Minerva e a rua não era pavimentada”, disse, acrescentando não existir nenhuma placa de sinalização.
Após visitar a igreja de Santa Bakhita, em Santos, Luciane Fortes escreveu uma mensagem especial sobre “a magia que antecede ao Natal”. A integra do texto é a seguinte: “De que vale uma linda árvore toda ornamentada, se a mesma estiver vazia de amor? O que vale mesmo é o calor humano, são as presenças reunidas sob os mesmos objetivos luminosos. Corações unidos pelos propósitos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade são focos luminosos que se fundem na mesma luz universal, no Grande Coração de Todos. Almas irmanadas no Amor e na Luz são como sóis iluminando todos os espaços. Não são as estátuas, os ornamentos, ou os rituais e graus de passagem iniciáticos que enchem de luz os templos. A egrégora surge da fusão dos corações iluminados pelo Amor. O amor está em tudo, mas, principalmente, nos corações... Estátuas, símbolos e ornamentos podem ter coisas boas impregnadas neles, e podem ser úteis para ancorar energias com vários propósitos psicofísicos, mas quem ama é o homem! É do seu coração que o Amor se irradia. E é nos seus olhos que brilha a luz. O verdadeiro templo espiritual é onde a alma está! E o que ela ama recebe o brilho do eterno. Para além das paredes de um templo, está o templo da vida, que é em todos os lugares. Pois o amor está em tudo!
Os verdadeiros ornamentos espirituais brilham no próprio homem! E eles refletem o que a alma pensa, sente e realiza no mundo. São brilhantes quando os pensamentos são esclarecidos. São lindos quando os sentimentos são generosos. Felizes são aqueles que sabem disso!
Paz e Luz! Luciane C. Fortes
O bispo diocesano de Barretos, dom Edmilson Amador Caetano, entende que Santa Bakhita valorizou a espiritualidade cristã ao entender que Cristo resgata todas as tribos, raças e línguas. Apesar de sua vida de sofrimento, Bakhita foi uma religiosa que colocou todas suas esperanças em Deus, observou o bispo. “Teve uma consciência perfeita de que Cristo é quem pode nos dar a verdadeira paz”, frisou.
Após celebrar a missa da Consciência Negra, dia 20, o bispo dom Edmilson Caetano confirmou que a inauguração solene da Capela de Santa Bakhita será no dia 8 de fevereiro de 2009. O padre Deonízio Helki está empenhado em providenciar a pintura interna. O artista plástico Dado Stuart ficou encarregado da pintura da porta central e laterais, assim como da tela principal do “Presépio com Bakhita”. O bispo elogiou a comunidade e disse que é preciso avançar na fé, irradiando Cristo. - Todos são chamados a mostrar a diferença de ser cristão – comentou o bispo.
A missa da Consciência Negra foi celebrada dia 20, em horário especial: 12 horas. A capela da Bakhita ficou lotada de fieis e representantes da comunidade negra. O jornalista Monteiro Filho, fundador da Rede Vida, prestigiou a celebração presidida pelo bispo dom Edmilson Caetano e concelebrada pelo padre Deonízio Helki. O cantor e compositor Netinho Scavaccini participou da missa, fazendo a parte musical.
O bispo diocesano de Barretos, dom Edmilson Amador Caetano, celebrou dia 20 de novembro a missa da consciência negra na Capela de Santa Bakhita. “O ser humano precisa ser resgatado, porque é escravo do pecado”, disse em sua homilia, acrescentando que Jesus Cristo “é aquele que liberta”. - Todos os movimentos sociais são justos e incompletos e mesmo a lei que obriga, não liberta o ser humano – ensinou. Dom Edmilson enfatizou o exemplo de Bakhita, que mesmo vivendo no sofrimento entendeu que Cristo “é a verdadeira consciência que liberta o ser humano”.
A comunidade barretense está convidada hoje a refletir em torno de dois personagens histórico. A figura de Zumbi do Palmares projeta a comemoração do dia da consciência negra no país. A imagem de santa Bakhita – negra canonizada por João Paulo II – reacende a chama da esperança. Zumbi nasceu em Alagoas em 1655 morrendo em 20 de novembro de 1995. Foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmeiras. Em tempos de escravidão, foi baluarte na luta pela liberdade e valorização de seu povo. Bakhita nasceu no Sudão, foi raptada, escravizada e morreu em 8 de fevereiro de 9147. Em 2000, o Vaticano elevou a religiosa aos altares dos santos, porque provando do sofrimento guardou a fé e promoveu a esperança, o amor e o perdão. A festa da consciência negra em Barretos tem a celebração de uma santa missa ao meio dia na Capela de Santa Bakhita. O bispo diocesano de Barretos, dom Edmilson Amador Caetano, preside a celebração, ao lado do padre Deonízio Helki. A equipe paroquial ficou encarregada de organizar a cerimônia, acolhendo convidados da cidade e da comunidade negra barretense. O grupo Aruanda e o cantor barretense Netinho Scavacini estão encarregados da parte artística de solenidade. A capela da santa negra Bakhita recorda o idealismo do líder negro de todas as raças, Zumbi dos Palmares. O momento é de forte chamamento espiritual, porque as mudanças profundas, permanentes e intensas perdem cada vez mais tolerância e respeito, dignidade humana e liberdade, respeito e ética. A construção da história de uma sociedade é obra continuada, missão perene, empreitada de coragem, lealdade e esforço diuturno de todos. A terra centrada no lema Somos Todos Irmãos não pode ficar presa em gestos de racismo, de violência e de arrogância. Os exemplos de Zumbi na luta pela liberdade são razões para todos. O modelo de santidade de Bakhita reaquece corações e guia passos de fraternidade. As festividades do dia da Consciência Negra em Barretos passam a ser – portanto – oportunidade de confiança num futuro fascinante. Ao unir o conceito de liberdade com espiritualidade, a missa com o bispo diocesano propaga a certeza de valores e sentimentos, de união e convergência entre os barretenses. Hoje, em Barretos, mesmo não sendo feriado – como em São Paulo – é um dia especial de aprimoramento da cultura da vida, da paz e da solidariedade.
Oração à Santa Josefina Bakhita Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós. Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social. Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido). Amém.
A melhor maneira de localizar a capela de Santa Bakhita em Barretos é indagando o “caminho para o Frigorífico Minerva”. A capela fica a 200 metros da rotatória de acesso ao frigorífico. Para quem está no centro da cidade, o caminho mais fácil é seguindo pela avenida 17. A via pública ganha o nome de Capitão Felício Gomes, após a rua 02. Ao chegar na travessa Ana Augusta, vire e siga apenas uma quadra, tomando a direita no sentido do Minerva na avenida Antonio Manço Bernardes. Após passar a rua Mahamud Mussa, seguir mais duas quadras, ainda na direção do Frigorífico. A capela fica na esquina com a rua Francisco de Assis Martins, ainda não asfaltada pelo município.
Atendendo pedido da equipe de marketing da Capela de Santa Bakhita em comemoração ao dia da Consciência Negra, o padre Ronaldo Mazula elaborou artigo sobre o tema “espiritualidade Afro-Brasileira”. A integra do artigo:
ESPIRITUALIDADE AFRO-BRASILEIRA O Brasil foi colonizado pelos portugueses a partir de 1500. Aqui, eles encontraram grupos indígenas e os submeteram, à força, impondo a eles um estilo de vida europeu. Também trouxeram a religião cristã e houve muitas conversões forçadas. Ainda no século XVI, em função da colonização, começaram a importar negros de vários países da África (Nigéria, Guiné, Congo, Benin, Daomé, Angola, Moçambique etc.), submetendo-os a um regime escravista, muitas vezes, desumano. Também os negros foram forçados a aceitar a religião dos brancos. Assim, até fins do século XIX, o Brasil se consolidou com a miscigenação destas três raças, com domínio econômico, cultural e religioso do português, branco e europeu. Com a chegada dos imigrantes europeus, asiáticos e do Médio Oriente, o quadro racial e religioso do país foi se ampliando. No processo de colonização, ocorreu o encontro do negro africano com o branco europeu/brasileiro e, a partir daí, foi se articulando a espiritualidade afro-brasileira, com o Candomblé (com seus nomes diferentes: o Xangô em Pernambuco e Alagoas; Tambor no Maranhão; Batuque na Amazônia; Macumba em São Paulo), a Umbanda, a Congada, o Reizado etc. A espiritualidade portuguesa é mais conhecida, mas infelizmente, pouco se conhece da espiritualidade africana, havendo até desprezo e preconceitos. Três culturas espirituais africanas são mais perceptíveis no Brasil: a banto (Angola, Congo e Moçambique) e a nagô ou ioruba (Daomé e Nigéria). O Pe. Antônio Aparecido da Silva, professor de Teologia, Assessor da Pastoral Afro e Presidente do Centro Atabaque de Cultura Negra e Teologia, SP. afirma que para os nagôs, “assim como o povo da Bíblia tinha vários nomes atribuídos a Deus (Adonai, Goel, Javé), os nagôs também utilizavam diversos nomes para se referir a Deus. Um dos termos bastante freqüentes para designar a divindade suprema é Olorum que quer dizer "Senhor do céu e da terra", portanto, Senhor de tudo. Para os nagôs tudo o que existe é sagrado porque tudo foi criado por Deus (Olorum). Conseqüentemente a espiritualidade é a linguagem, ou seja, o elemento de compreensão da realidade. Deus no seu ato criador o fez através de uma mediação espiritual infundindo nas coisas criadas a força do seu Axé. Por isso mesmo, tudo o que existe no mundo animal, vegetal e mineral está carregado do Axé de Deus... A vivência espiritual de cada pessoa passa pela mediação do seu Orixá, ou dos Orixás. Toda pessoa tem um Orixá que zela por ela. A vida espiritual mediada pelos Orixás é um fator de equilíbrio para as pessoas. Zelar pela vida espiritual, portanto, é cuidar do próprio equilíbrio. Não há equilíbrio sem espiritualidade. A origem de todo o mal está no desequilíbrio. A mediação espiritual dos Orixás possibilita o re-equilíbrio das ações desordenadas. Espiritualidade e vida para os nagôs constituem uma unidade inseparável.” (cf.: (www.adital.com.br, 13.11.2007). A seguir, o Pe. Antônio Aparecido, fala que a cultura e Espiritualidade bantu, é bastante difusa e que Deus é o Ser Supremo, chamado de Zambi ou Zambe. Deus “é o criador e condutor de todas as coisas. Zambi no seu ato criador, primeiro criou o coletivo: Mãe, Pai e Filhos, ou seja, criou a família. Portanto, pelo ato criador de Deus o coletivo adquire a centralidade na função ética e conseqüentemente no procedimento espiritual. A espiritualidade bantu passa pela vivência comunitária. Quem vive comunitariamente mantém-se em permanente união com Deus (Zambi) e dele recebe os benefícios. Ao contrário, quem não vive comunitariamente determina a sua própria maldição. Outra dimensão importante da espiritualidade bantu é a ancestralidade. O ancestro não é simplesmente o morto, mas o antepassado vivente. Exatamente porque viveu comunitariamente o antepassado tornou-se ancestro. E, como tal, continua presente na vivência (história) da comunidade. O ancestro liga o passado ao presente e projeta o futuro. A ancestralidade valoriza a história e, ao mesmo tempo a transcende. O ancestro é um mediador espiritual. Antes das funções litúrgicas ou dos atos religiosos evoca-se a memória dos ancestros. Tudo começa por ali. A invocação dos ancestros faz com que as gerações atuais percebam que a história lhes é anterior e será também posterior. Na concepção espiritual bantu, vida e morte são igualmente importantes. Viver com dignidade, morrer com dignidade. O que assegura o viver com dignidade é a vivência comunitária, que não suprime o valor do indivíduo descambando em coletivismo, mas o qualifica como ser de relações. A vivência comunitária é o salvo-conduto para a vida eterna e para a condição de ancestro.” Discorrendo sobre a Espiritualidade afro-brasileira, Pe. Antônio Aparecido afirma que há “uma espiritualidade cultivada por alguns seguimentos religiosos no Brasil que se mantém fiel às originárias tradições e religiões africanas, sobretudo dos povos nagôs. Entretanto a maioria do nosso povo tem uma vivência religiosa caracterizada pela prática do catolicismo popular amalgamada com tradições culturais africanas, sobretudo, com os elementos da religiosidade bantu (reizados, congados etc.). Hoje, sob o olhar da inculturação, ou seja, de uma maneira legítima de entender a fé cristã a partir do gênio próprio de cada cultura, a Igreja valoriza esses elementos culturais de origem que estejam em sintonia com os ensinamentos cristãos. A esse propósito, diz o documento da Assembléia do CELAM em Aparecida que "a Igreja defende os autênticos valores culturais de todos os povos, especialmente dos oprimidos, indefesos e marginalizados", e reafirma que "conhecer os valores culturais, a história e as tradições dos afro-americanos, entrar em diálogo fraterno e respeitoso com eles, é um passo importante na missão evangelizadora da Igreja" (DA, 532). A espiritualidade afro vivida nos ambientes populares ou em outras instâncias, tem como referência não só os elementos das tradições culturais, mas, inclusive a história de sofrimento e de luta da comunidade negra que vai da escravidão à libertação e na incessante busca atual por participação e igualdade. O centro da espiritualidade afro é o Cristo ressuscitado. Não por acaso os grandes centros de manifestação da religiosidade e espiritualidade afro são dedicados a Cristo debaixo de vários nomes, como por exemplo: Bonfim, na Bahia; Matozinho, em Minas; Senhor dos Milagres, em Lima, Peru, e outros... A devoção mariana tem lugar especial na espiritualidade afro. O ícone maior desta espiritualidade é Aparecida, a negra Mariama. Ela representa a opção de Deus para com os negros, os pobres mais pobres nos tempos da escravidão, quando ela apareceu toda negra. Ainda hoje ela continua solidária com aqueles que são os mais marginalizados e ex¬cluídos da sociedade, os negros, que ainda são maioria. Na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe em Aparecida, os bispos concluíram que "o seguimento de Jesus no continente passa também pelo reconhecimento dos afro-americanos como desafio que interpela a viver o verdadeiro amor a Deus e ao próximo" (DA, 532).[Publicado na edição Nº09 - Novembro 2007 - Revista Missões]. Para aprofundar esta questão e o tema das ´resistências´ a partir do horizonte africano, vale a pena conferir: HOORNAERT Eduardo, O Cristianismo Moreno do Brasil. Petrópolis: Vozes, 1991, p. 82-89. SILVA, Antônio Aparecido, Comunidade Negra: 500 anos de Resistência, p. 179-199, in ZWETSCH Roberto. 500 Anos de Invasão, 500 Anos de Resistência. SP: EP, 1992.
Especialmente para O Diário, o padre Ronaldo Mazula preparou um pequeno histórico sobre a vida de santidade de Josefina Bakhita. A integra do trabalho é a seguinte:
SANTA JOSEFINA BAKHITA (1869-1947) Josefina Bakhita nasceu em 1869, no Sudão, África. Não se sabe muito sobre sua família e infância; foi raptada e vendida como escrava em mercado das cidades de El Obeid e Cartum. Como toda escrava, teve seu nome mudado pelos seus raptores para Bakhita, que significa ´afortunada´. Na escravidão ela sofreu várias humilhações até o dia em que foi comprada pelo cônsul italiano, Calixto Legnani. Foi levada para a Itália, onde desenvolveu vários serviços domésticos e era tratada com mais cordialidade e respeito. Pouco a pouco foi entrando em contato com a religião católica e o testemunho de seus patrões levou-a a receber o batismo, no dia 9/1/1890. Naquele dia não sabia como exprimir a sua alegria. Os seus olhos grandes e expressivos brilhavam revelando uma intensa comoção. Desse dia em diante, era fácil vê-la beijar a pia batismal e dizer: «Aqui me tornei filha de Deus!». Cada novo dia a tornava sempre mais consciente de como aquele Deus, que agora conhecia e amava, a havia conduzido a Si por caminhos misteriosos, segurando-a pela mão. e a receber o nome de Josefina. Posteriormente, a optar pela vida consagrada, entrando na Congregação das Filhas da Caridade (Canossianas).A 8 de dezembro de 1896, Josefina Bakhita se consagrava para sempre ao seu Deus, que ela chamava com carinho «el me Paron!». Por mais de 50 anos, esta humilde Filha da Caridade, verdadeira testemunha do amor de Deus, dedicou-se às diversas ocupações na casa de Schio, perto de Vicenza, na Itália. De fato, ela foi cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira. Quando se dedicou a este último serviço, as suas mãos pousavam docemente sobre a cabecinha das crianças que, diariamente, freqüentavam as escolas do Instituto. Irmã Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, na Casa de Schio, rodeada pela comunidade em pranto e em oração. Uma multidão acorreu logo à casa do Instituto para ver pela última vez a sua «Santa Irmã Morena», e pedir-lhe a sua proteção lá do céu. Muitas são as graças alcançadas por sua intercessão. (www.answer.yahoo.com.br) O processo para a causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia 1 de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. Fonte:http://www.vatican.va/news.services/liturgy/saints/ns.lit.doc.20001001. giuseppina-bakhita.po.html
O bispo diocesano de Barretos, dom Edmilson Amador Caetano, celebra neste dia 20 de novembro a missa da consciência negra na Capela de Santa Bakhita. A santa missa será concelebrada pelo padre Deonízio Helki, com as participações do Grupo Aruanda e do Cantor Netinho Scavaccini. A missa está marcada para o dia 20, às 12 horas, na capela de Santa Bakhita, em Barretos.
O autor do livro sobre Bakhita, lançado no Brasil pela Cidade Nova, é o jornalista Roberto Ítalo Zanini. Italiano nascido em 1960, o escritor é formado em Economia e Comércio. Jornalista, trabalha na redação do jornal L’Avvenire, em Roma, dedicando-se em especial a temas ligados à comunicação, publicidade e mídia. É colaborador também de várias revistas e jornais católicos italianos e também de um semanário de informação pela Internet, informou a assessora da Cidade Nova, Mona C. Cury.
A assessora de imprensa da Editora Nova, Mona Cury, divulgou nota enfatizando que o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, merece atenção especial para o livro Bakhita - Mulher, negra, escrava, santa, do jornalista Roberto Italo Zanini. O livro custa R$ 23,50 _ Para a África, Bakhita representa esperança de libertação. Para a relação com o mundo muçulmano, uma ponte de diálogo. Para a raça negra, um sinal do resgate da plena dignidade. Para todos os homens e mulheres, uma santa, isto é, uma irmã e um modelo na caminhada rumo a um mundo melhor. Como reconhecer em Bakhita tantas preciosidades? Mona Cury explicou que o livro de Roberto Zanini é resultado de uma exaustiva pesquisa recolhendo textos publicados e inéditos e ouvindo testemunhos diretos e de quem conheceu a personagem. O resultado é uma das mais completas e bem documentadas biografias de Josefina Bakhita, beatificada em 1992 e canonizada em 2000. A assessora enfatizou ainda que o “milagre determinante para a sua canonização aconteceu em Santos (SP). Foi quando Eva Tobias da Costa solicitou a intercessão de Josephina Bakhita para sanar suas feridas incuráveis, o que aconteceu de imediato”.
Um episódio relatado por Ida Zanolini retrata a postura de Santa Bakhita, enquanto estava no convento na Itália. “Um dia, a superiora falou do desapego e do espírito de pobreza que toda religiosa deve ter. Então, madre Bakhita interveio, dizendo”: - Madre, já não tenho nada. Não ocupo mais os livros porque enxergo pouco e abandonei todas as outras coisas. Resta-me só o rosário e o crucifixo. Se a senhora quiser me desapego deles também.
Os serviços de pintura interna da Capela de Santa Bakhita em Barretos estão em andamento, seguindo o cronograma fixado pela comissão de construção da obra. O padre Deonízio Helko celebrou a missa mensal dia 14 de novembro, mantendo a tradição de toda segunda sexta-feira de cada mês atender a comunidade. O sacerdote aproveitou para confirmar o andamento da pintura interna e colocação da “via crucis”. A tela de Bakhita no presépio está sendo trabalhada pelo artista plástico barretense, Geraldo Rodrigues, o Dado Stuart.
O padre Deonízio Helko destacou em sua homilia da missa mensal na capela da Bakhita que é preciso uma preparação espiritual para a festa da padroeira, em fevereiro. O sacerdote destacou em janeiro tem a festa dos reis magos. Em seguida, a comunidade deve passar a viver a festa de Santa Bakhita, fixada para 8 de fevereiro.
O grupo de marketing da Capela de Bakhita está encaminhado reivindicação ao prefeito Emanoel Carvalho para que a prefeitura asfalte a Rua Francisco de Assis Martins até a Avenida Amasilio de Almeida Leme. São apenas 100 metros ainda sem asfalto, justamente a via de acesso a entrada da capela de Santa Bakhita.
Em 1941, no seminário, o estudante Giovanni Munari contraiu tuberculose. Em 42, sofreu um pneumotórax. A situação era grave, inclusive porque a Itália vivia a segunda grande guerra. Os médicos perderam a esperança de salvar a vida do seminarista. A mãe de Giovanni foi procurar Bakhita para pedir suas orações em Schio. Bakhita escuta a mulher, que conhecia há 30 anos. Depois sorriu e disse a mãe: - Fique sossegada que o Giovannino vai ser padre. Eu ofereço a minha vida por ele. O jovem ficou curado, tornou-se padre e mais tarde pároco itinerante na região de Vêneto.
A universitária do curso de história, Karla Armani, estagiária do museu Ruy Menezes, acompanhou o debate em torno da implantação de tela sacra na capela de Santa Bakhita. Integrante da equipe de marketing da capela barretense, a estudante elogiou a proposta de Dado Stuart e saudou a postura criativa e acolhedora do padre Deonízio Helki. Em sua opinião, o projeto de arte sacra no interior da capela vai atender a visão missionária proposta pela santa africana e despertar os fieis para o exemplo de Bakhita.
A celebração mensal na capela de Santa Bakhita está confirmada para o dia 14 de novembro, às 19h30. O padre Deonízio Helko disse que a tradição de celebração de missa “toda segunda sexta-feira de cada mês será mantida em novembro”. A missa é aberta para a comunidade e devotos, com participação inclusive de coral jovem musical. O sacerdote confirmou também o início da pintura interna da capela. Os 14 quadros da Via Sacra estão na capela, devendo ocupar as duas laterais e entrada.
O padre Deonízio Helko reservou o espaço no interior da capela de Santa Bakhita para colocação da tela de 3 por 2 que o artista plástico Dado Stuart vai produzir. O esboço foi apresentado ao sacerdote e a área no interior da capela definida. O quadro com a imagem de Santa Bakhita e o Presépio do Menino Jesus será colocado do lado direito do altar da capela. O prazo para conclusão da obra é 8 de fevereiro de 2009.
O livro Santa Bakhita, A Escrava de Deus, de Mildred Daisy Miguel de Souza, lançado pela editora Loyola, teve prefácio do bispo emérito de Santos, dom David Picão. "Santa Josefina Bakhita! Assim, desde já, podemos aclamá-la, pois o Santo Padre João Paulo II, encerrando o processo de canonização, fixou para o dia 1° de outubro de 2000 a proclamação oficial de sua canonização. Nascida na região de Dafur, Sudão, África, em 1869, aproximadamente, morreu no dia 8 de fevereiro de 1947, em Schio- Itália, no Instituto Canossiano. Em 17 de maio de 1992 foi proclamada ‘Beata' pelo Papa João Paulo II. Como as Irmãs Canossianas desde 1948 atuam na Paróquia da Catedral de Santos (antes na Associação ‘Prato de Sopa' e posteriormente na pastoral e assistência social na Paróquia da Catedral), realizando ali uma celebração festiva logo depois da Beatificação. Já antes, Bakhita era conhecida na Paróquia. Mas, a partir dessa data foi crescendo sua devoção entre os fiéis, mesmo porque inúmeras graças começaram a ser concedidas às pessoas por sua intercessão, até o dia do milagre que realizou em favor da senhora Eva da Costa Onishi vem narrado neste livro. Pessoalmente fui tocado pela escolha privilegiada de Deus, nosso Pai, desta escrava negra, africana. Ela é testemunha do Deus Vivo e Verdadeiro e procura sempre fazer sua Vontade! Cada vez que falo de Bakhita, sinto profunda emoção. Louvo, pois a Deus por nos ter dado Josefina Bakhita - que sentimos como nossa irmã, como integrante de nossa comunidade diocesana. Julgo, portanto, uma graça extraordinária para nossa comunidade da Catedral que o milagre para a canonização tenha sido realizado entre nós. É, pois, uma alegria grande poder apresentar e recomendar este pequeno livro biográfico de caráter popular, escrito por Mildred Daisy Miguel de Souza, participante ativa da comunidade da catedral. Neste ano consagrado ao Pai, o relacionamento de Bakhita com Ele será um estímulo no caminho da perfeição cristã de todos. De outra parte, está sendo e será sempre o cumprimento de sua promessa: ‘Se Nosso Senhor o permitir, mandarei do céu muitas graças para a salvação das almas'. Assim seja!".
Depois da Ressurreição, Jesus Cristo, ao encontrar no seu caminho Maria Madalena perguntou: - A quem procuras? Maria Madalena procurava Jesus Cristo morto, mas teve sorte de encontrá-lo ressuscitado. Assim, acontece também com todos os homens de boa-vontade, humildes, pacientes e misericordiosos. Jesus vivo, ressuscitado e ansioso de manifestar a todos seu amor imenso e sua bondade sem limites; sempre está perto de nós, perguntando: - A quem procuras? Cada cristão é chamado a dar sua resposta sincera e inteligente na Novena de Santa Bakhita, lembrando as palavras de Cristo: - Sem mim, nada podeis fazer.
A novena apresentada pela Sociedade Brasileira dos Canonistas para Santa Bakhita destaca: - Amor e paz eu procurei, mas muito tempo esperei, sim, esperei e acreditei: "Um dia livre eu serei". E finalmente eu me acheguei à tua mesa da libertação e encontrei a quem busquei, quem faz feliz meu coração. Santa Josefina Bakhita, cujo significado é afortunada, apresenta-se entre nós, através deste seu devocionário, para dar-nos com sua vida exemplar e heróica, o testemunho da Fé, da Esperança e da Caridade, animando os seus devotos, para que com paciência, humildade, pureza, serenidade e coragem a imitem e assim possam com ela dizer: "Encontrei a quem busquei, quem faz feliz meu coração". "Senhor, por mais duro que seja o caminho, fazei com que eu ande. Quero seguir-vos até à cruz. Vinde, tomai minha mão". Contemplai o Senhor nesta Novena, imitai as virtudes de Santa Josefina Bakhita e com certeza encontreis Deus.
O prefeito Emanoel Carvalho manifestou apoio ao projeto de arte sacra idealizado pelo grupo de apoio da capela de Santa Bakhita. O artista plástico Geraldo Rodrigues, o Dado Stuart, explicou seu trabalho ao prefeito e recebeu incentivo para o plano. O objetivo do artista barretense é concluir seus estudos preliminares até o dia 10 de novembro. “O levantamento dos personagens está concluído”, declarou. O roteiro de Dado Stuart estabelece que sua obra sacra para a capela de Santa Bakhita em Barretos vai estar concluída até 8 de fevereiro de 2009. O projeto de marketing para a capela de Santa Bakhita está sendo desenvolvido integralmente pela iniciativa privada, sem nenhum recurso público.
O grupo de marketing da Capela de Santa Bakhita apóia e incentiva a campanha Amigos de Santo Antonio, coordenada pelo padre Deonízio Helko. Luiz Antonio Monteiro – do grupo de marketing da Bakhita – escreveu artigo para O Diário elogiando a promoção 2008. Com apoio do universitário Marcelo Monteiro, foi viabilizado o horário na Independente AM, de 3 a 7 de novembro, para uma campanha em favor da igreja de Santo Antonio. Os amigos de Santo Antonio envolvidos na promoção são: Arlete Martins, Maristela Machado, Silvia Nobre, Márcia Peixoto, Márcio Polastrini, Cido Cipriano, Edson Zattiti e Euripinho Nabem.
O estudante do curso de administração da FGV, Marcelo Monteiro, vem auxiliando a equipe de marketing da Capela de Santa Bakhita em Barretos. O estudante ajuda a levantar estratégicas para impulsionar o projeto de fomento cultural, artístico e social da capela. “Não é somente um plano de educação religiosa, mas de valorização espiritual e cultural, porque elimina barreiras do racismo e da intolerância, com lições para a paz e a solidariedade”, comentou. O projeto da capela da Bakhita em Barretos passar pela valorização da arte sacra, a difusão do ecumenismo e o fortalecimento de ações sociais de resgate humano. “A equipe não trabalha nas questões religiosas, cuja equipe é coordenada pelo padre Deonízio Helki. O trabalho do setor de marketing e cultura utiliza a figura de Bakhita para alimentar os gestos de caridade, de educação pela arte e a fraternidade, utilizando os meios de comunicação, rádio, jornal, televisão e internet”, comentou o estudante da FGV de São Paulo, Marcelo Monteiro.
Em maio de 92, por determinação do Papa João Paulo II, foram beatificados na mesma data Josemaria Escrivá de Balaguer e Josefina Bakhita. Tanto em Bakhita quanto em Escrivá, o perdão é naturalmente entendido como início da vida nova em Cristo e poderoso sinal de salvação para todos os homens. O perdão e a oração. O papa aproveitou a força do Opus Dei e a beatificação de seu fundador para promover a difusão da figura de Bakhita em todos os continentes.
O grupo de marketing da capela de Bakhita, em Barretos, tem feito pesquisas para encontrar imagens e histórico da santa católica. O projeto prevê elaboração de dados de Bakhita, auxiliando o desenvolvimento inclusive da “obra sacra” a ser produzida por Geraldo Rodrigues, o Dado Stuart, no interior da capela em Barretos. As pesquisas são feitas na internet, em livros religiosos e em livrarias da capital paulista. As esculturas também estão sendo pesquisadas para integração ao projeto de arte sacra.
Em 10 de fevereiro de 93, o papa João Paulo II celebrou missa no Jardim Verde, de Khartoum, no Sudão. Foi a primeira missa de um papa em um país onde vigora a sharia, a lei islâmica. - Bakhita aprendeu com os trágicos acontecimentos de sua vida a ter inteira confiança naquele que está presente em toda parte – disse. João Paulo II pregou na missa que “usar a religião como pretexto para a injustiça e a violência é um terrível abuso e deve ser condenado por todos aqueles que acreditam realmente em Deus”. A missa celebrada por João Paulo II teve as presenças dos arcebispos Gabriel Zubeir e Paulinus Lukudi. - Bakhita é um modelo de virtudes e de esperança de vida para os cristãos – disse textualmente o papa João Paulo II.
Em Roma, no dia 18 de maio de 92, o papa João Paulo II fez um discurso carinhoso para saudar os peregrinos presentes na audiência comemorativa a beatificação de Josefina Bakhita. O papa iniciou seu pronunciamento lembrando que Bakhita significa afortunada. Em seguida lembrou a vida de sofrimento e escravidão, até ser acolhida como religiosa canossiana. Ao elevar a honra dos altares e posta como exemplo para a igreja inteira, a beata Josefina Bakhita, em sua humildade e total abandono em Deus, não se ensina apenas trabalhar e pregar, mas sobretudo a confiar em Deus, acrescentou. - Ora la beata Giuseppina Bakhita ci sta ancora più vicino con il suo esempio e la sua intercessione – disse em italiano. O exemplo da beata Bakhita é um testemunho das dificuldades e dos sofrimentos que continuam a marcar a história do Sudão – destacou o Santo Padre. Aos 78 anos, no dia 8 de fevereiro de 1947, quando deu seu último suspiro, disse: Nossa Senhora, Nossa Senhora. E sorrindo entrou para a eternidade, completou João Paulo II.
A solenidade de beatificação de Bakhita aconteceu em 7 de maio de 1992, na mesma cerimônia com Escrivã de Balaguer, por “vontade expressa do papa João Paulo II”. O decreto da heroicidade das Virtudes da Serva de Deus de Bakhita foi assinado pelo santo Padre em 1º de dezembro de 1978. O processo informativo da diocese de Vicenza foi feito entre 55 e 57. O processo apostólico foi de 68 a 69. Após a beatificação, em maio de 92, o papa João Paulo II foi ao Sudão e celebrou missa em praça pública no dia 10 de fevereiro de 1993.
O relato da primeira graça por intercessão de Bakhita, após sua morte em 8 de fevereiro de 1947, diz respeito a um pai de família desempregado. Sem trabalho há muito tempo, não conseguia sustentar a casa. O corpo de Bakhita acabava de ser levado para a câmara ardente. O desempregado entrou, tirou o chapéu e começou a pedir quase em voz alta, rogando expressamente que encontre um trabalho para ele, que já não sabe o que fazer. Pouco depois, tornou a colocar o chapéu e saiu, procurando o lanifício Rossi. Lá, evidentemente falou com a pessoa certa e, algumas horas depois da oração, conseguiu seu emprego.
O padre Deonízio Helki tem apresentado proposta ao bispo dom Edmilson Caetano para criação da Paróquia de Santo Antonio, desmembrada da comunidade da Catedral. As obras de conclusão da Igreja de Santo Antonio estão adiantadas e ganham novo impulso com a “campanha dos amigos” na Independente. Em seguida, serão concluídas as obras da capela de Santa Bakhita. “Depois, vamos construir a igreja de São Cristóvão e formar a nova paróquia”, comentou o sacerdote. A Capela de Santos Reis, na avenida 9, também deve integrar a Paróquia de Santo Antonio, comentou o padre Deonízio Helki.
O jornalista Roberto Ítalo Zanini relata em seu livro sobre Bakhita um incidente envolvendo a religiosa canossiana e o vigário de Schio. O que é que, na hora da comunhão, as irmãs se ajoelharam diante do sacerdote, a fim de receberem a hóstia. Dom Elia Dalla Costa distribuía a comunhão e uma irmã depois da outra, até chegar a madre Josefina. - Tire o véu, caso contrário não posso dar a eucaristia – disse. O sacerdote não obteve resposta da religiosa e repetiu o pedido. Foi então que a irmã entendeu o que estava acontecendo. Abrindo um dos seus cintilantes sorrisos, levantou a cabeça e, com serenidade perfeita, disse ao padre: - Sou negra, sim senhor!
A lista das localidades visitadas por Bakhita nas suas missões na Itália é muito longa, segundo relato de Roberto Ítalo Zanini. - Em 3 ou 4 anos, a irmã passou por dezenas de vilarejos. Muitos deles estão na região do Vêneto, onde as canossianas têm compacta rede de contatos – revelou. Bakhita também passou por cidades grandes em trabalho missionário, falando em Bolonha, Ancona, Milão, Lodi, Florença, Modena, Pádua e Trento. Em cada encontro missionário, uma irmã que acompanha Bakhita fala ao público sobre as missões e apresenta a madre Moretta, relatando sua história. Em seguida, Bakhita falava algumas palavras, poucas frases, mas de intensa força espiritual.
Antes de proferir a profissão religiosa, Bakhita foi examinada pelo patriarca de Veneza, o cardeal Giuseppe Sarto em 1896. Mais tarde, com a morte de Leão XIII, o cardeal foi eleito papa em 1903, dirigindo a Santa Sé até 1914. Em 1952, foi canonizado Santo Pio X. Não se sabe quanto tempo durou o encontro do cardeal com a sudanesa, ambos futuros santos da igreja católica. Consta porem que o cardeal Giuseppe Sarto disse ao se despedir de Bakhita: - Profira os santos votos sem temor algum. Jesus a quer, Jesus a ama. E você, ame-o e servia-o sempre assim.
A solenidade de batismo, crisma e primeira comunhão de Bakhita aconteceu em 9 de janeiro de 1890. Quem acompanha Bakhita ao altar, fazendo as vezes dos pais, é a madre superiora. O padrinho é o conde Marco Avogadro de Soranzo, casado com a condessa Josefina, que enferma, não está presente na cerimônia. Não é por acaso que Josefina é o primeiro nome dado a Bakhita com o batismo. A cerimônia é presidida pelo cardeal arcebispo de Veneza, dom Agostini. 9 de dezembro de 1890, Bakhita é batizada católica.
Turina Michieli deixou sua filha Mimmina com Bakhita no Instituto de Veneza no final de 1888 ou início de 1889 e foi para a África. Meses depois retorna para buscar a filha e a babá, disposta a levar ambas para Suakin. Bakhita se nega a voltar a África, porque sua meta era ser batizada. O caso é levado às autoridades religiosas e políticas, incluindo o prefeito, superior do instituto, a superiora das canossianas e o presidente da Congregação da Caridade. 29 de novembro de 1889 é o dia do fico na história de Santa Bakhita.
O bispo de Bagé, dom Felício Gilio, assinou o estudo da CNBB 85, que aborda a pastoral afro-brasileira. O documento frisa que “hoje, a pastoral afro-brasileira se impõe como uma necessidade, diante de novos cenários da Igreja”. Ao mesmo tempo que a igreja incentiva a Pastoral Afro impelindo-a para a realização dos seus objetivos, a pastoral responde “aos novos anseios da igreja na busca de novos métodos e dinamismo”. Além de Santa Bakhita, a pastoral cita “negros e negras que viveram a graça do batismo de maneira exemplar”. São mencionados pela pastoral o padre Vitor de Três Pontas, Dom Silvério Pimenta, da Mariana e Nhá Chica de Baependi.
Em fevereiro de 2008, o cardeal arcebispo emérito do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, fez uma exposição sobre a Esperança Cristã. O texto foi baseado na Encíclica de Bento XVI. - O Santo Padre coloca “a questão em que consiste esta esperança que, enquanto esperança, é a redenção”. Dá como exemplo a santa canonizada pelo Papa João Paulo II, Josefina Bakhita. Nascida por volta de 1869 - ela mesma não sabia a data precisa – no Darfur, Sudão. Aos nove anos de idade foi raptada pelos traficantes de escravos, vendida cinco vezes nos mercados do Sudão. Por último, acabou escrava ao serviço da mãe e da esposa de um general, onde era diariamente seviciada até ao sangue, resultando 144 cicatrizes que lhe ficaram para toda a vida. Em 1882 foi comprada pelo cônsul italiano. Toda sua vida se transformou. Obteve a liberdade. Em 9 de janeiro de 1890, foi batizada e crismada. Recebeu a Primeira Comunhão administrada pelo Patriarca de Veneza. Ingressou na Congregação das Irmãs Canossianas e viveu intensamente sua vida religiosa. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II. “ O sofrimento é um lugar da aprendizagem da esperança” – disse o cardeal arcebispo emérito em sua reflexão.
Dom. Hélder Câmara entendia que “o sincretismo existe desde que os nossos antepassados obrigaram os negros a batizarem-se. Durante séculos, eles foram obrigados a viver a sua fé de modo escondido. O que eu faço é reconhecer o seu direito a exercerem a sua religião. Sei que muitos, desde crianças, são, ao mesmo tempo, católicos e de um culto afro. Conhecendo-os, vejo que são pessoas de tanta fé e tão dedicadas aos outros que só posso pensar que essa integração faz bem”. Dom Hélder Câmara faleceu em 28 de agosto de 99, um ano antes da canonização de Santa Bakhita pelo papa João Paulo II.
A professora Mirka Costa enfatizou a importância da espiritualidade na vida humana, destacando que é preciso conhecer o Poder de Deus na caminhada cotidiana. Antes da celebração da santa missa na Capela da Bakhita em Barretos, dia 23 de outubro de 2008, a diretora da escola do Sesi convidou as atletas da equipe feminina de basquete a refletir em torno da bondade e a misericórdia de Deus. Contou que é mãe de atleta de vôlei, atuando hoje na Itália. “Nem sempre vence os jogos e está sempre exposto as dores e contusões. Mas sua força vem do Poder de Deus e das orações”, observou. Mirka Costa convidou o grupo de atletas para um aprofundamento na fé, procurando conforto numa espiritualidade crescente, autêntica e madura. A missa na Bakhita, com a presença também do técnico Alexandre Escame, foi celebrada pelo padre Deonízio Helko. O sacerdote gostou da iniciativa, cumprimentando as atletas pela conquista do título de campeãs do Campeonato Brasileiro Escolar de Basquete 2008.
Quando os bispos do Sudão fizeram visita ad limina apostorum ao papa em Roma, em 15 de dezembro de 2003, João Paulo II citou Santa Bakhita como exemplo para a igreja. - Na Igreja não há lugar para a discriminação cultural ou étnica, afirmou João Paulo II, impulsionando a inculturação da fé. No encontro com os bispos do Sudão, o papa lembrou as lições dos grandes santos que fizeram a história da Igreja Católica no país: Josephine Bakhita y Daniel Comboni. - O tribalismo e as formas de discriminação baseadas em origem étnica, em linguagens e em cultura não pertencem a uma sociedade civilizada e não têm de modo algum lugar na comunidade dos fiéis - afirmou o Papa. João Paulo II destacou que Bakhita (1869-1947) a partir dos sete anos foi comprada e vendida cinco vezes por traficantes árabes que lhe deram esse nome. Em 1882, foi comprada por um agente consular italiano, que a levou para a Itália. Ali conheceu o cristianismo e se batizou em 1890, entrando depois para a Congregação das Filhas da Caridade, onde morreu com fama de santidade. - Sua vida inspira o firme compromisso por trabalhar eficazmente para libertar as pessoas da opressão e da violência, assegurando que sua dignidade humana seja respeitada no pleno exercício de seus direitos - afirmou o Papa. Aos bispos, o João Paulo II recomendou na oportunidade que é “o mesmo compromisso que deve guiar a Igreja no Sudão hoje, em momentos em que a nação está vivendo uma transição da hostilidade e do conflito à paz e ao acordo”. - Santa Bakhita é uma iluminadora advogada da autêntica emancipação – enfatizou João Paulo II em dezembro de 2003.
O Seminário Romano Maior recebeu em 17 de fevereiro de 2007 a visita do Papa Bento XVI. O estudante do 2º ano de teologia da Diocese de Nicópolis na Bulgária, Dimov Koicio, teve oportunidade de questionar o Santo Padre. Ao apresentar sua resposta, o papa recordou uma pequena história de Santa Bakhita. - Vem-me agora em mente uma pequena história de Santa Bakhita, esta bela Santa africana, escrava no Sudão, e que depois na Itália encontrou a fé, fez-se freira e quando já era idosa o bispo visitava o seu mosteiro, na sua casa religiosa e não a conhecia; viu esta pequena irmã africana, já curvada, e disse-lhe: "Mas o que faz a Senhora, irmã?"; Bakhita respondeu: "Faço o mesmo que Vossa Excelência". O bispo, admirado respondeu: "Mas o quê?", e Bakhita respondeu: "Mas Excelência, nós queremos fazer ambos a mesma coisa, fazer a vontade de Deus". Parece-me uma resposta muito bonita, o Bispo e a pequena irmã, que quase já não podia trabalhar, faziam, em posições diferentes, a mesma coisa, procuravam cumprir a vontade de Deus e assim estavam no lugar justo.
As barretenses Doralice de Oliveira e Helena Monteiro de Barros posaram para o fotografo Wanderlei dos Santos Júnior – o Tininho – atendendo pedido do artista plástico Dado Stuart. Dora e Heleninha serviram de “modelos de Bakhita e Mimmina” para a obra sacra idealizada para a Capela da Santa em Barretos. O ensaio fotográfico contou com assistência teatral do ator Euri Silva.
O bispo dom David Picão – atualmente emérito da Diocese de Santos – destacou por ocasião da canonização de Santa Bakhita a alegria da diocese paulista. “Julgo uma graça extraordinária para nossa comunidade da Catedral de Santos que o milagre para a canonização tenha sido realizada entre nós”, disse dom David Picão.
1869 – nascimento no Sudão, aldeia de Olgossa 1876/1877 – raptada por dois homens. 1881 – comprada por um general turco. 1883 – comprada por um cônsul italiano. 1885 – chegada a Itália e cedida a Maria Turina Micheili. 1889 – 29 de novembro – fica no catecumenato de Veneza. 1890 – 9 de janeiro – recebe batismo, eucaristia e crisma. 1893 – 7 de dezembro – entra no noviciado das filhas da cidade Canossiana. 1896 – 8 de dezembro – votos temporários em Veneza. 1902 – Transferida para a comunidade de Schio. 1910 – Em Schio, narra pela 1ª vez sua história. 1927 – 10 de agosto – emite votos perpétuos em Veneza. 1936/1938 – transferida para Vimercate, em Milão. 1938 – Retorna a Schio. 1947 – 8 de fevereiro – morre no instituto Canossiano em Schio. 1955 – abertura do processo ordinário informativo em Vicenza. 1992 – 17 de maio – João Paulo II proclama beata. 1992 – 27 de maio – milagre na Catedral de Santos. 1999 – Consistório dos Cardeais confirma a canonização. 2000 – 1º de outubro – canonização de Santa Bakhita.
A fundadora da Congregação Canossianas, Santa Madalena Gabriela Canossa, nasceu no dia 1 de Março de 1774 na cidade italiana de Verona. Em 1801, duas adolescentes pobres e abandonadas pediram abrigo no seu palácio. Ela não só as abrigou como recolheu muitas outras. Pressentiu que este era o caminho do espírito e "descobriu no Cristo Crucificado o ponto central da sua espiritualidade e de sua missão". Abriu o palácio dos Canossa e fez dele "não uma hospedaria, mas uma comunidade de religiosas, mesmo contrariando seus familiares". Sete anos depois, superou as últimas resistências da sua família, deixando em definitivo o palácio. Madalena foi para o bairro mais pobre de Verona, para concretizar o seu ideal de evangelização e de promoção humana, fundando a congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras dos pobres e necessitados. Madalena escreveu as Regras da Congregação das Filhas da Caridade em 1812, as quais, após 16 anos foram aprovadas pelo papa Leão XII. Morreu em Verona, assistida pelas Filhas, no dia 10 de Abril de 1835, cerca de 34 anos antes do nascimento de Santa Bakhita. Santa Madalena Canossa foi beatificada por Pio XII, a 7 de Dezembro de 1941, e canonizada por João Paulo II, a 2 de Outubro de 1988, marcando a celebração litúrgica para o dia da sua morte. Contudo a Família Canossiana celebra, a 8 de Maio, o dia dedicado à Fundadora do Instituto.
Irmã Bakhita nasceu no Sudão em 1869 e morreu em Schio (Vicenza-Itália) em 1947. Flor africana, que conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente à graça junto às Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália. Em Schio (Vicenza) - onde viveu por muitos anos e onde também morreu em 1947 - todos ainda a chamam «a nossa Irmã Morena». O processo para a causa de Canonizacão iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia primeiro de dezembro de 1978 a Igreja emanou o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. A Providéncia Divina que «cuida das flores do campo e dos pássaros do céu», guiou esta escrava sudanesa através de inumeráveis e indizíveis sofrimentos, à liberdade humana e àquela da fé, até a consagração de toda a sua vida a Deus para o advento do Reino.
Com letra e música da irmã Miria Kolling, a canção Á Bakhita “Afortunada” foi incluída no CD Santos e Santas de Deus, lançada pela Paulus. A gravação recebeu solos de Érika Fernandes e Marcelo Recski. O CD enfatiza que “os santos são os amigos de Deus e os maiores amigos da humanidade”, segundo o padre José Bortolini.
Letra
Carregada de dor! Criança inocente e feliz, O teu próprio país sua escrava te quis. Bakhita, amada por Deus, providência dos céus, Nestes passos só teus! Mistério que o teu coração Soube ler com razão: Deus não chama em vão!
REFRÃO Afortunada, Tua fé ardente te levou até Deus Já no teu coração, a chamar-te Oh Vem Tu, bem-amada, ouve tua gente: Que contigo, nos céus, o divino patrão Nós possamos louvar! Amem.
Para enfim livre ser! Maior foi teu coração Feito amor-compaixão para como todo irmão Bakhita, “aquele que é” te manteve de pé Nos caminhos da fé! Em ti, o vazio deu vez Grande na pequenez!
Tua glória reluz! Porque tu lhe fostes só sim, Participas, enfim, do eterno festim! Bakhita, estende tuas mãos sobre tantos irmãos Inda na escravidão! E dá-nos na terra buscar Paraíso além-mar, para a vida herdar!
A integra da oração de Santa Josefina Bakhita escrita por dom David Picão, bispo emérito de Santos, é a seguinte: Oh, Santa Josefina Bakhita que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo amor, olha por nós. Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor, de situação social. Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente... (fazer pedido). Amém! (Rezar: Pai Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai). (Oração de D. David Picão, bispo emérito de Santos)
O padre Amedeo Cencini, teólogo canossiano, disse que Santa Josefina Bakhita é “a santa mais simpática que existe”. O jornalista Roberto Zanini acrescentou que, de fato, “não é possível deter a sua fama que chega sempre a novos vilarejos, novas cidades”. As irmãs da congregação canossianas, que têm missões no mundo inteiro, surpreendem-se em encontrar Bakhita e seus milagres onde suas irmãs ainda nem sequer pensaram em construir uma missão. O papa João Paulo II chamou Bakhita de “irmã universal”.
O livro do jornalista Roberto Ítalo Zanini – Mulher, Negra, Escrava, Santa – Uma fascinante história de liberdade – Bakhita – foi lançado em 2002 no Brasil pela editora Cidade Nova. Bakhita – inchiesta su uma santa per il 2000 – no original italiano, recebeu tradução de Thereza Christina Stummer, com segunda edição publicada em 2005. A apresentação da edição brasileira foi feita por José Carlos do Nascimento e introdução da jornalista Miela Fagiolo DÁttilia.
O bispo de Joinville, dom Orlando Brandes, que tem participação constante no JCTV da Rede Vida, fez um comentário em torno da canonização de Santa Bakhita. Com o título Bakhita, negra, escrava, canossiana, santa, o bispo abriu sua reflexão destacando: _ Bakhita, que em árabe quer dizer "afortunada", foi raptada aos nove anos por dois homens que faziam parte de um bando de negreiros que invadiam as aldeias e levavam homens, mulheres e crianças para o mercado humano. Após lembrar que Bakhita nasceu em Darfur, no Sudão, África, em 1869, dom Orlando Brandes recordou: - Após o rapto, tendo caminhado a noite inteira, foi mantida presa num casebre por um mês, quando foi vendida a um comprador de escravos, que a levou para um mercado, onde foi novamente vendida. A viagem durou oito dias a pé. Tentou fugir, mas após uma noite inteira correndo pelo deserto, capturada por outro negociante de escravos, ficou vários dias dormindo num curral de ovelhas até que foi novamente vendida. Várias vezes torturada, chicoteada, espezinhada, até ser vendida, agora pela quarta vez, a um general do exército turco. Dormia no chão, recebia alimento uma vez ao dia, levava surras quase diárias. Dom Orlando Brandes relatou em sua reflexão que “certa vez, uma patroa brigou com o marido e, para vingar-se, mandou dois soldados flagelarem Bakhita. Com uma vara, arrancarem-lhe a pele. Outra vez, foi castigada com o suplício da tatuagem por incisão, quando recebeu seis cortes no peito, 60 sobre o ventre e 48 no braço direito. Sobre os talhos sangrentos, era esfregado sal com toda a força para o talho engrossar e assim aparecer a tatuagem no corpo”. O bispo de Joinville relatou a trajetória de Bakhita em sua meditação, salientando: _ Foi vendida pela quinta vez a um cônsul italiano e assim chegou à Itália. Em Veneza, fez o catecumenato com as irmãs canossianas e, depois de 10 anos de escravidão, foi batizada no dia 9 de janeiro de 1890, recebendo o nome de Josefina Margarida e Afortunada. Tornou-se irmã canossiana, vivendo a maior parte de sua vida religiosa em Schio (Itália), onde trabalhou na cozinha, sacristia, portaria e viajou Itália afora onde havia casas canossianas para dar seu testemunho de fé, vindo a falecer em 8 de fevereiro de 1947. Foi beatificada no dia 17 de maio de 1992 pelo papa João Paulo 2º. Dom Orlando Brandes manifestou sua alegria com a canonização de Santa Bakhita em 1º de outubro de 2000, especialmente porque as religiosas da sua congregação – irmãs canossianas – trabalham na Diocese no Bairro Boa Vista “há mais de 30 anos, administrando o jardim de infância que tem o nome de Bakhita, atendendo 280 crianças”. _ Peçamos a Santa Bakhita um respeito profundo pelos nossos irmãos negros e o fim de toda escravidão da face da Terra. Aprendamos com ela a perdoar nossos algozes e fazer dos açoites que recebemos meio de purificação e santificação. Bakhita é hoje um sinal de que Deus está com os pequenos, os últimos, os que nada são para o mundo. Tira-os do lixo para fazê-los sentar-se com os nobres. Do lixo ao trono. Da cruz à glória. Da escravidão à canonização. Os caminhos da Bakhita são desígnios da providência divina que jamais falha. Os poderosos caem dos tronos, os humildes são exaltados - eis a síntese da vida desta nova santa. Que ela interceda por nós, para que sejamos livres de todas as escravidões – concluiu Dom Orlando Brandes, bispo de Joinville.
Oração composta por Santa Josefina Bakhita por ocasião de sua consagração a Deus como a profissão religiosa em 8 de dezembro de 1896. “Meu Deus, eu desejo que possa voar sobre meu povo, para todos, mostrando sua misericórdia e bondade. Oh quantas almas eu posso ganhar para você. Primeiramente minha mãe, meu pai, meus irmãos e irmã, e ainda como escrava, desejo que eu possa ensinar seu amor para todas as pessoas, os povos pobres da África. Grande Deus, que todos também possam conhecer e amar você”.
A missa celebrada sexta-feira, dia 17 de outubro, na Capela de Santa Bakhita, teve presença intensa de fieis da comunidade. Um grupo de jovens músicos animou a celebração, presidida pelo Padre Deonízio. A missa estava marcada para o dia 10, mas foi transferida para o dia 17 em função de eventos religiosos na diocese. Após a missa, houve encontro festivo de devotos de Santa Bakhita. O gesso superior da capela está concluído, devendo agora a capela receber pintura interior.
Em mensagem na audiência geral de 8 de fevereiro de 2006, o papa Bento XVI dirigiu “meu pensamento aos jovens, aos doentes e aos novos casais” - Celebramos hoje a memória litúrgica de São Jerónimo Emiliani e de Santa Josefina Bakhita. A coragem destas testemunhas fiéis de Cristo vos ajude, queridos jovens, a abrir o coração ao heroísmo da santidade na existência de todos os dias. Ampare-vos, queridos doentes, a perseverar com plenitude e a oferecer a vossa oração e o vosso sofrimento por toda a Igreja. E dê a vós, queridos novos casais, a coragem de fazer das vossas famílias comunidades de amor, que se distinguem pelos valores cristãos – disse o Santo Padre.
O papa João Paulo II, em sua mensagem para a Juventude em 25 de julho de 2001, citou vários santos como modelo para os jovens, incluindo na relação nominal Santa Bakhita. - Como o sal dá sabor aos alimentos e a luz ilumina as trevas, assim a santidade dá sentido pleno à vida, tornando-a reflexo da glória de Deus. Quantos santos, mesmo entre os jovens, conta a história da Igreja! – destacou o papa. João Paulo II sustentou que “no seu amor a Deus, fizeram resplandecer as suas virtudes heróicas diante do mundo, tornando-se modelos de vida que a Igreja propôs para imitação de todos”. E acrescentou: Dentre eles basta recordar: Inês de Roma, André di Phú Yên, Pedro Calungsod, Josefina Bakhita, Teresa de Lisieux, Pêro Jorge Frassati, Marcelo Callo, Francisco Castelló Aleu e ainda Catarina Tekakwitha, jovem iroquesa denominada «o lírio dos Mohawks». O papa concluiu enfatizando: - Peço a Deus, três vezes Santo, que, pela intercessão desta multidão imensa de testemunhas, vos torne santos, amados jovens, os santos do terceiro milênio!
O artista plástico Dado Stuart tem feito pesquisas para o projeto de pintura sacra envolvendo santa Bakhita. Nos contatos na comunidade, o barretense tem encontrado devotos da “protetora dos pobres” – a Santa Irmã Morena. Santa Bakhita tem muitos devotos no Município e eu não sabia, comentou. Bakhita era africana, foi escrava e morreu em 8 de fevereiro de 1947, no Instituto Canossiano, na Itália. O artista barretense descobriu que Santa Bakhita foi canonizada pelo papa João Paulo II em 1º de outubro de 2000. - É uma história muito bonita. Para que fosse declarada santa, era preciso a comprovação de um milagre. O milagre ocorreu em Santos. Foi a cura de Eva da Costa Onishi, que tinha diabetes. Vinte e quatro horas após invocar a santa e esfregar a imagem (santinho) nas feridas das pernas, elas voltaram ao normal, curadas. O episódio aconteceu em 27 de maio de 1992 – contou. Para desenvolver o projeto artístico, Dado Stuart localizou em Barretos uma devota de Santa Bakhita pertencente a comunidade negra. “Vou fazer um estudo fotográfico para aplicar o plano de pintar a santa para a capela barretense”, disse.
Em 2006 foi inaugurada em Santos, na Rua República Portuguesa, 18, bairro da Vila Mathias, a primeira igreja no Brasil dedicada a Santa Josefina Bakhita. A missa de inauguração foi presidida pelo bispo diocesano de Santos, Dom Jacyr Braido.
O fundador da APAB, Jesus Antonio, aprovou a idéia de uma missa em ação de graças pela conquista do bicampeonato brasileiro de basquete escolar. A celebração deve acontecer em outubro, reunindo as atletas e a comissão técnica da equipe feminina de basquete. A missa será celebrada pelo padre Deonízio, na Capela de Santa Bakhita, em Barretos.
Em sua homilia, em outubro de 2000, o papa João Paulo II enfatizou a vocação de Santa Bakhita. O papa abriu sua mensagem citando o Salmo 19,8 -"A lei de Javé é perfeita... instrução para o ignorante". Estas palavras do salmo responsorial de hoje ecoam na vida da Irmã Josefina Bakhita. Escravizada e vendida com apenas sete anos de idade, sofreu muito nas mãos de senhores cruéis. Apesar disso compreendeu a verdade profunda que Deus, e não o homem, é o verdadeiro senhor de todos os seres humanos, de cada vida humana. Esta experiência torna-se fonte de grande sabedoria para esta humilde filha da África, disse. João Paulo II destacou que, “no mundo de hoje, numerosas mulheres continuam a ser vítimas, até nas sociedades modernas mais progredidas. Na Santa Josefina Bakhita encontramos uma luminosa advogada da emancipação autêntica. A história da sua vida não inspira a aceitação passiva, mas a firme determinação para realizar uma obra eficaz, a fim de libertar jovens e mulheres da opressão e da violência e restituir-lhes a liberdade no exercício total dos seus direitos”. - Penso no País da nova Santa, que nos últimos 17 anos foi dilacerado por uma guerra cruel, para cuja solução só se vêem poucos sinais. Em nome da humanidade que sofre, dirijo-me mais uma vez aos responsáveis: abri o vosso coração aos brados de milhares de vítimas inocentes e optai pela via da negociação. Imploro à comunidade internacional: não continueis a ignorar esta enorme tragédia humana. Convido toda a Igreja a invocar a intercessão de Santa Bakhita por todos os irmãos e irmãs perseguidos e escravizados, sobretudo na África e no seu País natal, o Sudão, para que possam conhecer a paz e a reconciliação – enfatizou Sua Santidade. João Paulo II dirigiu ainda “uma palavra de afectuosa saudação às Filhas da Caridade Canossianas, que hoje rejubilam pela elevação da sua Irmã à glória dos altares. Do exemplo de Santa Josefina Bakhita, elas saibam haurir um renovado estímulo e a generosa dedicação ao serviço a Deus e ao próximo”.
Santa Bakhita foi aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, Servas dos Pobres. Depois de 3 anos de noviciado, no dia 8 de dezembro de 1896, pronunciou os santos votos de Castidade, Pobreza e Obediência. Morreu em 8 de fevereiro de 1947.
O padre Dionísio Helke confirmou para o dia 10 de outubro, às 19h30, a missa comemorativa aos 8 anos de canonização de Santa Bakhita. Beatificada em 17 de maio de 1992. O milagre para sua canonização aconteceu na diocese de Santos, no Brasil. Em 1º de outubro de 2000, a Madre Morena foi canonizada por João Paulo II, em Roma.
O bispo diocesano de Barretos, dom Edmilson Amador Caetano, aprovou o projeto do grupo de marketing da Capela de Santa Bakhita. O bispo concordou em acompanhar uma tela artística para introdução dentro da capela em Barretos, observando aspectos da arte sacra. Dom Edmilson Caetano chegou a lembrar que a igreja sempre incentivou a arte e a cultura, citando como exemplo a capela Sistina no Vaticano.
Encarregado de produzir uma tela sacra para a capela de Santa Bakhita, o artista plástico Geraldo Rodrigues – o Dado Stuart – tem experiência no segmento. Durante encontro com o bispo dom Edmilson Caetano, o barretense recordou ter feito trabalhos no interior da igreja de Nossa Senhora do Rosário. Dado Stuart também trabalho em igrejas na região administrativa de Barretos.
Dom Jacyr Braido disse na Rede Vida que a devoção a Santa Bakhita na diocese de Santos é crescente. O bispo contou durante entrevista no Canal da Família que estava em Roma, em 1º de outubro de 2008, quando o papa João Paulo II canonizou Santa Bakhita, a Afortunada.
A Paulinas Multimídia lançou para todo o Brasil o DVD Bakhita, uma história maravilhosa. A obra traz a emocionante história de uma menina africana, que foi raptada por mercadores de escravos e em 2000 foi elevada aos altares pela Santa Sé. O roteiro é de Marco Fabrini com cerca de 74 minutos de duração.
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Capela de Santa Bakhita - Barretos-SP
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