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Antes tarde à eternidade
Muito mais Maria do que Ana, Ana Maria dava sempre um jeito
de tentar viver da melhor forma possível. Nunca se preocupou
com as dores do seu coração, mas sempre cuidou bem para não
machucar os outros, lutando sempre para valorizar o que há
de mais precioso no ser humano: o sentimento!
Mesmo assim, confessamente, tinha medo das decepções, talvez
por isso somatizasse tanto o lado negativo das coisas.
Antes surpreender-se a se decepcionar.
Mas... tanta precaução não serve de nada quando as coisas
têm que acontecer. Por mais que o coração não queira
acreditar, os olhos gritam. Eles vêem. Muitas vezes, Ana
Maria preferia não ver. Mais que isto, preferiria ser mais
Ana do que Maria.
Perdoar é uma virtude, esquecer é impossível. O que os olhos
vêem o coração sente. E como sente!
Um momento, um segundo, um lamento, um tormento. Quantas e
tantas vezes é difícil acreditar na verdade, principalmente
quando o seu desejo é que esta realidade não passasse de uma
ilusão.
É quando a alma queima e o coração teima, que Ana Maria
pensa em cessar os sonhos e praguejar a sorte, mas é na fé
que encontra o verdadeiro remédio e acredita que sim...
antes a verdade tarde que a mentira na eternidade.
Júlia Buch
julia@odiariodebarretos.com.br
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